Editora sombria DarkSide conquista leitores de terror e fantasia

Editora sombria DarkSide conquista leitores de terror e fantasia

Caveiras espalhadas pelas mesas, uma estátua em miniatura de Freddie Krueger e a máscara de hóquei usada por Jason na série “Sexta-Feira 13” estão entre os itens decorativos do escritório da pequena editora DarkSide, em um prédio no bairro da Glória, na zona sul do Rio.

BRUNA FANTTI, FOLHA DE SÃO PAULO

Caveiras espalhadas pelas mesas, uma estátua em miniatura de Freddie Krueger e a máscara de hóquei usada por Jason na série “Sexta-Feira 13” estão entre os itens decorativos do escritório da pequena editora DarkSide, em um prédio no bairro da Glória, na zona sul do Rio.

No igualmente sombrio site da empresa, a mensagem “Aposte no Escuro” sintetiza a história da casa que, especializada em livros de terror e fantasia, atingiu a marca de 500 mil exemplares vendidos em três anos de existência.

Tio Chico e Chucky no escritório da editora DarkSide, no Rio
Tio Chico e Chucky no escritório da editora DarkSide, no Rio

A editora segue numa crescente desde 2013, quando a foi criada: naquele ano, a editora comercializou 75 mil exemplares. No ano seguinte, alcançou mais do que o dobro em vendas, com 160 mil títulos negociados.

Até agosto, a DarkSide Books já havia ultrapassado a marca de 265 mil exemplares e estima encerrar o ano com um faturamento em torno de R$ 8 milhões (no anterior foram R$ 3,5 milhões).

“Percebemos o potencial de leitura do segmento ao lançar o primeiro livro, ‘Os Goonies’. Os mil exemplares da primeira edição se esgotaram em três semanas”, diz Christiano Menezes, 37, que adotou o apelido Chucky, em referência ao brinquedo assassino consagrado no cinema.

Seu sócio, Francisco de Assis, 37, costuma ser comparado ao personagem Fester, de “A Família Addams”, que na versão para o português ficou Tio Chico. “Nós parecemos mesmo com eles”, brinca Assis.

Outros tipos consagrados em filmes de terror e aventura estão no catálogo da DarkSide, que publicou “O Exterminador do Futuro”, “Tubarão”, “O Massacre da Serra Elétrica”, “Sexta-feira 13”, “A Noite dos Mortos Vivos”, ‘Hellraiser’ e a trilogia “Star Wars” (episódios 4, 5 e 6).

“Psicose” é lembrado como uma das grandes conquistas da empresa. “Tivemos que entrar em contato com o sobrinho-neto do autor para comprar os direitos para publicar o romance no Brasil”, afirma Assis. “Muita gente não sabe que o filme é a adaptação de um romance”, comenta Menezes.

O catálogo da editora, que conta com mais de 490 mil fãs em sua página no Facebook, inclui ainda títulos nacionais, como “Arquivos Serial Killers – Made in Brazil”, de Ilana Casoy.

Os títulos, porém, ainda aparecem timidamente em listas de mais vendidos. Neste ano, apenas “Demonologista”, do norte-americano Andrew Piper, entrou no ranking do site “PublishNews”.

Sobre um professor universitário que começa a duvidar de sua crença de que o diabo não existe, o livro vendeu 60 mil cópias desde março. “O público gosta do terror, dos sustos”, comenta Chucky.

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