[Dicas de Leitura] Duas dicas, Duas histórias – Literatura erótica

[Dicas de Leitura] Duas dicas, Duas histórias – Literatura erótica

Já alguém disse que a maior zona erógena do corpo humano é o cérebro, e nisto de erotismo a imaginação é mesmo a nossa maior ferramenta. Quem disse que sexo não é cultura, quem disse que o sexo não se educa, não se desfruta também em palavras? Metemos o nariz nos livros e fomos à procura das passagens mais quentes.

Já alguém disse que a maior zona erógena do corpo humano é o cérebro, e nisto de erotismo a imaginação é mesmo a nossa maior ferramenta. Quem disse que sexo não é cultura, quem disse que o sexo não se educa, não se desfruta também em palavras? Metemos o nariz nos livros e fomos à procura das passagens mais quentes. Inspire-se: as suas noites nunca mais serão as mesmas.

‘História de O’, Pauline Reage

Enredo: Não é um livro para mentes sensíveis. Uma fotógrafa de moda parisiense faz uma aprendizagem sexual perversa e é ensinada a estar constantemente disponível para todas as formas de sexo com vários homens, numa espécie de bordel de luxo onde é vendada, acorrentada e chicoteada. Já tem o estômago às voltas? ‘O’ é o diminutivo de Odile, mas também ‘O’ de ‘orifício’, de ‘objecto’. Uma obra que põe os cabelos em pé à maior parte das mulheres, apesar de ter sido escrita por uma. O clássico já tem duas adaptações cinematográficas.

Ponha em prática: Perversões à parte, os pequenos jogos de submissão podem ser excitantes, mas, por questões de segurança, só devem ser feitos por casais com relações estáveis. Uma das ideias mais eróticas consiste em vendar os olhos ao parceiro ou parceira e iniciar assim os preliminares, acariciando-o com uma pluma, beijando, mordendo, estimulando as zonas erógenas. Joguem com o factor surpresa. Pode até ser mais empolgante para uma mulher, já que eles são mais dados a estímulos visuais do que nós. Quem gosta de sexo mais escaldante pode até experimentar com a variante de atar as mãos do parceiro com um lenço (algemas podem sempre gerar situações desagradáveis…).

A ideia de estar à mercê das carícias do outro é muito sensual. Desde que seja de comum acordo e que ninguém se magoe… tudo bem. Convém apenas combinarem uma palavra passe de segurança para o caso de o parceiro de mãos atadas sentir algum desconforto.

 

‘A Casa dos Budas Ditosos’ João Ubaldo Ribeiro

 

O enredo: As hilariantes memórias sexuais despudoradas de uma sexagenária. Mas do que um livro que criou algum escândalo no Brasil, é uma crónica de costumes genial, onde a autora fala dos homens da sua vida e das diferenças de cada povo a fazer sexo (com direito a referências a Portugal).

A personagem conta como foi iniciada no sexo sem perder a virgindade, através do coito praticado entre as suas coxas por um criado do avô e por uma sessão de cunnilingus extasiante.

Ponha em prática: O sexo oral praticado pelo homem à mulher (ou cunnilingus) é uma prática normal. Se eles gostam tanto de sexo oral, porque não podemos nós gostar também? Mas as técnicas para uma boa execução são mais complicadas, ou não fossem as mulheres seres de delicada mecânica. Pratiquem primeiro. Se ele for um iniciado nestas artes, mostre-lhe primeiro onde fica o seu clitóris. Pegue na mão dele, guie-o, ensine-o a estimulá-lo suavemente com os dedos e mostre-lhe como sente mais prazer.

Beijos, lambidelas, movimentos circulares à volta do clítóris e até alguma sucção ajudam a intensificar o prazer. Depois, retribua em grande estilo, porque o amor é uma partilha.

 

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