Contos D'escárnio

Contos d’escárnio / Textos grotescos – Hilda Hilst

Textos grotescos é o oitavo livro – o quarto de prosa de ficção – que a Editora Globo põe no mercado para dar continuidade ao projeto de publicação das obras reunidas da escritora Hilda Hilst. Composto em tom de sátira, o livro traz todas as características que marcam a prosa hilstiana: o enredo não guarda qualquer linearidade, às vezes o texto é lírico, outras vezes confirma o grotesco do título, diversos gêneros (desde o teatro até o certame poético) vão se sobrepondo e as personagens alternam momentos de confessionalismo a outros de crítica radical. O alvo de Hilda Hilst é o mercado de livros de pouca qualidade e a celebração do baixo nível que a autora enxerga na cultura brasileira. Ironicamente, afirma que pretende fazer também o seu “lixo”. Por esse meio, ainda, a autora identifica que analogamente à festividade em torno do objeto literariamente medíocre está um país envolto em bandalheira e todo tipo de desorganização e permissividade. Crasso, o narrador de nome romano e comportamento chulo, descortina suas lembranças e as envolve em um novelo ao lado de outras micronarrativas. O resultado é uma espécie de pequeno Decamerão em que, no caso, reinam a bandalheira, o mau gosto e o excessivamente medíocre. Com Contos d’escárnio/ Textos grotescos, Hilda Hilst surge afiada para criticar, primeiramente, a literatura de baixíssimo nível e, por extensão, a situação de penúria do país que a produz ou comercia vultosamente.

Textos grotescos é o oitavo livro – o quarto de prosa de ficção – que a Editora Globo põe no mercado para dar continuidade ao projeto de publicação das obras reunidas da escritora Hilda Hilst. Composto em tom de sátira, o livro traz todas as características que marcam a prosa hilstiana: o enredo não guarda qualquer linearidade, às vezes o texto é lírico, outras vezes confirma o grotesco do título, diversos gêneros (desde o teatro até o certame poético) vão se sobrepondo e as personagens alternam momentos de confessionalismo a outros de crítica radical. O alvo de Hilda Hilst é o mercado de livros de pouca qualidade e a celebração do baixo nível que a autora enxerga na cultura brasileira. Ironicamente, afirma que pretende fazer também o seu “lixo”. Por esse meio, ainda, a autora identifica que analogamente à festividade em torno do objeto literariamente medíocre está um país envolto em bandalheira e todo tipo de desorganização e permissividade. Crasso, o narrador de nome romano e comportamento chulo, descortina suas lembranças e as envolve em um novelo ao lado de outras micronarrativas. O resultado é uma espécie de pequeno Decamerão em que, no caso, reinam a bandalheira, o mau gosto e o excessivamente medíocre. Com Contos d’escárnio/ Textos grotescos, Hilda Hilst surge afiada para criticar, primeiramente, a literatura de baixíssimo nível e, por extensão, a situação de penúria do país que a produz ou comercia vultosamente.

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