Como e Porque sou Romancista – José de Alencar

Como e Porque sou Romancista – José de Alencar

Escrito de um fôlego só, em maio de 1873, “Como e por que sou escritor” é um ensaio de autobiografia intelectual. Quem ler esse opúsculo, aprenderá muito sobre a personalidade “taciturna e concentrada” do escritor cearense: de onde saíram seus personagens e as idéias para histórias que marcaram a história literária do Brasil na época romântica. Alencar conta os principais acontecimentos de sua formação, com desprendimento e em prosa concisa pouco usual em sua obra de ficção. Ali ficamos sabendo como o jovem cearense iniciou seu interesse por literatura, de que forma seu pai, o senador José Martiniano de Alencar, o influenciou e que livros o marcaram. Muito cedo, Alencar leu Dumas, Balzac e Cooper. Quando trocou o Ceará pela Faculdade de Direito em São Paulo, o jovem acadêmico não “byronizou”, como diziam os estudantes do Largo de S. Francisco sobre adotar a estética pessimista e aventureira do Lord Byron. Preferiu se formar e praticar uma prosa menos fantástica. Ao longo de sua carreira superprodutiva, Alencar demonstrou coerência ao projetar uma obra que retratava a realidade brasileira. Tudo isso está em sua auto-análise.

Como e Porque sou Romancista – José de AlencarEscrito de um fôlego só, em maio de 1873, “Como e por que sou escritor” é um ensaio de autobiografia intelectual. Quem ler esse opúsculo, aprenderá muito sobre a personalidade “taciturna e concentrada” do escritor cearense: de onde saíram seus personagens e as idéias para histórias que marcaram a história literária do Brasil na época romântica. Alencar conta os principais acontecimentos de sua formação, com desprendimento e em prosa concisa pouco usual em sua obra de ficção. Ali ficamos sabendo como o jovem cearense iniciou seu interesse por literatura, de que forma seu pai, o senador José Martiniano de Alencar, o influenciou e que livros o marcaram. Muito cedo, Alencar leu Dumas, Balzac e Cooper. Quando trocou o Ceará pela Faculdade de Direito em São Paulo, o jovem acadêmico não “byronizou”, como diziam os estudantes do Largo de S. Francisco sobre adotar a estética pessimista e aventureira do Lord Byron. Preferiu se formar e praticar uma prosa menos fantástica. Ao longo de sua carreira superprodutiva, Alencar demonstrou coerência ao projetar uma obra que retratava a realidade brasileira. Tudo isso está em sua auto-análise.

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