Cidades brasileiras têm poucas livrarias e bibliotecas

Cidades brasileiras têm poucas livrarias e bibliotecas

Dados colhidos pelo Fórum Mundial de Cidades Culturais revelam que o Rio de Janeiro e São Paulo estão entre a piores cidades analisadas no quesito leitura e perdem feio para Buenos Aires
Possivelmente o leitor já ouviu falar na lenda que diz que existem, só dentro da cidade de Buenos Aires, na Argentina, mais livrarias que no Brasil todo. Um relatório do Fórum Mundial de Cidades Culturais, composto por 27 cidades de todo o mundo, divulgou os seus dados sobre a presença de livrarias, cinemas, casas de show e bibliotecas, entre outros. Os números desmentem a famosa conta, apesar de mostrarem que as cidades brasileiras estão entre as piores estudadas pela pesquisa.

Dados colhidos pelo Fórum Mundial de Cidades Culturais revelam que o Rio de Janeiro e São Paulo estão entre a piores cidades analisadas no quesito leitura e perdem feio para Buenos Aires

Publicado no Jornal do Commércio

Possivelmente o leitor já ouviu falar na lenda que diz que existem, só dentro da cidade de Buenos Aires, na Argentina, mais livrarias que no Brasil todo. Um relatório do Fórum Mundial de Cidades Culturais, composto por 27 cidades de todo o mundo, divulgou os seus dados sobre a presença de livrarias, cinemas, casas de show e bibliotecas, entre outros. Os números desmentem a famosa conta, apesar de mostrarem que as cidades brasileiras estão entre as piores estudadas pela pesquisa.

No documento, é divulgado que Buenos Aires possui 734 livrarias, um número altíssimo, mas inferior ao de 3,1 mil livrarias, usado oficialmente pela Associação Nacional de Livrarias (ANL) para anunciar o número de lojas.

No entanto, segundo o documento, a capital argentina é a cidade número um do mundo – entre as 27 que divulgaram seus dados, incluindo Berlim, Nova York, Londres, Paris, Madri, Tóquio e Amsterdã, – no índice de livrarias a cada 100 mil habitantes, que mede essa quantidade proporcionalmente. São impressionantes 25 locais de vendas de livro para cada centena de milhares de portenhos. Para se ter uma ideia, as duas cidades brasileiras presentes no estudo, Rio de Janeiro e São Paulo, tem um índice de 5 e 3,5, respectivamente.

OUTROS DADOS
Segundo o relatório, São Paulo e Rio de Janeiro ainda contam, juntas, com 686 livrarias. O Fórum Mundial de Cidades Culturais ainda afirma que o país publica cerca de 57,6 mil títulos por ano, segundo dados da Câmara Brasileira do Livro de 2009.

Um dado preocupante do relatório é o número de bibliotecas públicas para cada 100 mil habitantes no Rio de Janeiro e em São Paulo: só uma. Buenos Aires, mesmo com mais livrarias, ainda têm 3 bibliotecas para cem mil pessoas. O índice das metrópoles brasileiras só é maior que o de cidades como Istambul (Turquia), Bombaim (Índia) e Cingapura. A líder do mundo no quesito é a capital francesa, Paris, que tem 7 bibliotecas para cada centena de milhares de habitantes.

O Brasil também tem um número decepcionante de empréstimos de livros em suas bibliotecas públicas. Segundo a estimativa, cada morador do Rio de Janeiro pega 0,03 livros emprestados por ano; em São Paulo, o número é um pouco maior, com 0,07 obras emprestadas a cada pessoa. Só uma cidade da pesquisa tem um número menor: novamente Istambul, que empresta a cada um de seus habitantes 0,01 livros a cada 12 meses. Para se ter uma ideia, a líder no ranking, Toronto, tem uma média de 12,24 livros emprestados para cada morador.

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