Caçadores de Obras-Primas – Salvando a Arte Ocidental da Pilhagem Nazista – Robert M. Edsel, Bret Witter

Caçadores de Obras-Primas – Salvando a Arte Ocidental da Pilhagem Nazista – Robert M. Edsel, Bret Witter

Uma história ainda pouco divulgada é resgatada por Robert M. Edsel em Caçadores de Obras-Primas. Trata-se do trabalho realizado pelos Monuments Man, soldados que tentaram dificultar ou impedir o “maior roubo da história” cometido por Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Estima-se que o Führer e seus homens tenham se apossado de mais de 5 milhões de objetos culturais. O objetivo era criar o maior acervo de obras-primas do mundo em terras alemãs. Da Madonna, de Michelangelo, até famosos retábulos, passando por pinturas únicas de Rembrandt, Leonardo da Vinci e Vermeer, milhares de obras foram saqueadas de coleções particulares, igrejas e museus. De início, o trabalho dos Monuments Man era mitigar os danos cometidos a acervos públicos. Com o avanço das tropas de Hitler, o foco voltou-se para a localização de obras de arte móveis e outros itens culturais roubados ou perdidos. O trabalho, iniciado na metade da guerra, em 1943, estendeu-se até 1951. As histórias relatadas no livro baseiam-se em extensa pesquisa em diários de campo, agendas, relatos de guerra e, especialmente, nas cartas escritas pelos soldados às famílias. Edsel também coletou informações em entrevistas exclusivas com os próprios Monuments Man. A obra concentra-se na atuação de oito deles, mas, a partir de suas histórias, o autor traça um amplo panorama do trabalho desempenhado silenciosamente por esses homens e mulheres – ao todo, eles somavam 350 soldados de 13 diferentes países. Edsel percorre, por meio do registro da atuação dos soldados, territórios na França, Bélgica e Alemanha, entre outros países por onde tanto tropas alemãs quanto as tropas dos aliados passaram deixando um rastro de destruição. Apesar de o foco do livro ser as obras de arte e os monumentos, os leitores se deparam, ao longo dos capítulos, com detalhes sobre a história da Segunda Guerra Mundial e com os mandos e desmandos de Hitler. A trajetória desses homens dedicados à arte mostra uma nova visão sobre um episódio vital na história mundial recente. Somente com esse empenho foi possível às gerações seguintes contemplar inúmeras obras de arte. Na última década, o trabalho desses homens e mulheres começou a se reconhecido. Os resultados da extensa pesquisa de Edsel não poderiam chegar em melhor hora.

Uma história ainda pouco divulgada é resgatada por Robert M. Edsel em Caçadores de Obras-Primas. Trata-se do trabalho realizado pelos Monuments Man, soldados que tentaram dificultar ou impedir o “maior roubo da história” cometido por Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Estima-se que o Führer e seus homens tenham se apossado de mais de 5 milhões de objetos culturais. O objetivo era criar o maior acervo de obras-primas do mundo em terras alemãs. Da Madonna, de Michelangelo, até famosos retábulos, passando por pinturas únicas de Rembrandt, Leonardo da Vinci e Vermeer, milhares de obras foram saqueadas de coleções particulares, igrejas e museus. De início, o trabalho dos Monuments Man era mitigar os danos cometidos a acervos públicos. Com o avanço das tropas de Hitler, o foco voltou-se para a localização de obras de arte móveis e outros itens culturais roubados ou perdidos. O trabalho, iniciado na metade da guerra, em 1943, estendeu-se até 1951. As histórias relatadas no livro baseiam-se em extensa pesquisa em diários de campo, agendas, relatos de guerra e, especialmente, nas cartas escritas pelos soldados às famílias. Edsel também coletou informações em entrevistas exclusivas com os próprios Monuments Man. A obra concentra-se na atuação de oito deles, mas, a partir de suas histórias, o autor traça um amplo panorama do trabalho desempenhado silenciosamente por esses homens e mulheres – ao todo, eles somavam 350 soldados de 13 diferentes países. Edsel percorre, por meio do registro da atuação dos soldados, territórios na França, Bélgica e Alemanha, entre outros países por onde tanto tropas alemãs quanto as tropas dos aliados passaram deixando um rastro de destruição. Apesar de o foco do livro ser as obras de arte e os monumentos, os leitores se deparam, ao longo dos capítulos, com detalhes sobre a história da Segunda Guerra Mundial e com os mandos e desmandos de Hitler. A trajetória desses homens dedicados à arte mostra uma nova visão sobre um episódio vital na história mundial recente. Somente com esse empenho foi possível às gerações seguintes contemplar inúmeras obras de arte. Na última década, o trabalho desses homens e mulheres começou a se reconhecido. Os resultados da extensa pesquisa de Edsel não poderiam chegar em melhor hora.