Breviário de decomposição – Emil Cioran

Breviário de decomposição – Emil Cioran

Primeiro livro escrito em francês pelo filósofo romeno, Breviário de decomposição é uma excelente introdução à obra do mestre, cujo primeiro ensaio, Nos cumes do desespero, editado em 1934, valeu ao autor o Prêmio dos Jovens Escritores Romenos. Lado a lado com uma irada crítica ao fanatismo, o livro traz uma retomada da temática mística, tratada anteriormente em Das lágrimas e dos santos, texto de 1937. O estilo do filósofo concentra poesia e prosa, precipício e altura, desesperança e lucidez que atinge neste livro os limites de uma radicalidade existencial a um só tempo consciente e arrebatada. Uma meditação sobre o homem e a sociedade, e também ‘um catálogo frenético de nossos instintos assassinos’.
As idéias nascem puras, neutras. O homem lhes dá vida, força, vigor. E projeta suas faíscas, suas loucuras. É aí que se consuma a passagem da lógica à epilepsia. É assim que surgem as mitologias, as doutrinas, as farsas sangrentas; momentos de intolerância ou proselitismo que revelam as profundezas do entusiasmo. Esse é, em resumo, o pensamento de Cioran em Breviário de decomposição, um verdadeiro código do desespero.

Breviário de decomposição - Emil CioranPrimeiro livro escrito em francês pelo filósofo romeno, Breviário de decomposição é uma excelente introdução à obra do mestre, cujo primeiro ensaio, Nos cumes do desespero, editado em 1934, valeu ao autor o Prêmio dos Jovens Escritores Romenos. Lado a lado com uma irada crítica ao fanatismo, o livro traz uma retomada da temática mística, tratada anteriormente em Das lágrimas e dos santos, texto de 1937. O estilo do filósofo concentra poesia e prosa, precipício e altura, desesperança e lucidez que atinge neste livro os limites de uma radicalidade existencial a um só tempo consciente e arrebatada. Uma meditação sobre o homem e a sociedade, e também ‘um catálogo frenético de nossos instintos assassinos’.
As idéias nascem puras, neutras. O homem lhes dá vida, força, vigor. E projeta suas faíscas, suas loucuras. É aí que se consuma a passagem da lógica à epilepsia. É assim que surgem as mitologias, as doutrinas, as farsas sangrentas; momentos de intolerância ou proselitismo que revelam as profundezas do entusiasmo. Esse é, em resumo, o pensamento de Cioran em Breviário de decomposição, um verdadeiro código do desespero.

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