Brasil é o país do mundo onde a venda de livros mais cresceu nos últimos anos

Brasil é o país do mundo onde a venda de livros mais cresceu nos últimos anos

O Brasil é o país onde mais cresceram as vendas de livros em todo o mundo, de acordo com estatísticas divulgadas na abertura da Feira do Livro de Londres, que decorre até quinta-feira.

O Brasil é o país onde mais cresceram as vendas de livros em todo o mundo, de acordo com estatísticas divulgadas na abertura da Feira do Livro de Londres, que decorre até quinta-feira.

Marcelo Sayão, no Observador

O Brasil é o país onde mais cresceram as vendas de livros em todo o mundo, de acordo com estatísticas divulgadas na abertura da Feira do Livro de Londres, que decorre até quinta-feira.

Depois de as vendas terem crescido 14,4% em 2014 relativamente ao ano anterior, em 2015 voltaram a subir mais 10,7%, segundo dados recolhidos pelas empresas de estudos de mercado Nielsen, OpenBook e GfK.

Não foram revelados dados sobre Portugal, mas a diretora da Feira, Jacks Thomas, mostrou-se otimista sobre o mercado britânico, “um dos poucos países europeus a registrar crescimento” nas vendas de livros em 2015.

Os livros infantis são o principal motor deste bom desempenho, que viu os livros em todas as suas formas – papel, versão digital e áudio – vender mais cinco por cento em 2015 do que em 2014, somando receitas de 2,2 mil milhões de libras (2,8 mil milhões de euros).

A 45.ª edição da Feira do Livro de Londres, que recebe em média mais de 25 mil visitantes de 124 países diferentes, decorre até quinta-feira, contando na lista de escritores convidados, entre outros, Julian Fellowes, Judith Kerr e Jeffrey Archer.

O primeiro, criador e escritor das populares séries televisivas Downtown Abbey, vai apresentar um novo livro, “Belgravia”, que será serializado em 11 partes, a publicar uma por semana, através de uma aplicação para dispositivos móveis.

“Parece que estamos de volta aos tempos de Charles Dickens”, comentou Thomas, a propósito da prática no século XIX de publicação de romances em folhetim.

Durante o certame vão ter lugar uma série de eventos de celebração dos 400 anos da morte de William Shakespeare, a par de seminários com profissionais das áreas da edição, acadêmicos, educação, tradução, comunicação, tecnologia.

A lusofonia devia estar representada através de um stand da Atlas Violeta, a Associação Cultural e de Apoio Social aos Países de Língua Portuguesa, que tem sede em Vila Nova de Gaia e que indica promover parcerias e iniciativas entre agentes de língua portuguesa.

Porém, hoje, no dia da abertura da Feira, o local estava vazio de pessoas e material.

Contactada pela agência Lusa, uma dirigente da Atlas Violeta, Cristina Bernardini, invocou uma circunstância inesperada para a ausência, não confirmando se a conferência sobre o Acordo Ortográfico marcada para quinta-feira teria lugar na Feira.

No entanto, garantiu que seria realizada uma “Tertúlia da Poesia Lusófona” na sexta-feira em Londres com os autores que estava previsto participarem na Feira do Livro de Londres: Adilson Pinto (São Tomé e Príncipe), Manuela Bulcão, Jorge Braga e Irene Silva (Portugal), Idalina Santos (Angola) e Vasco Barros (Guiné Bissau).

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