Black Sabbath: A Biografia – Mick Wall

Black Sabbath: A Biografia – Mick Wall

“Eles eram o lixo e sabiam disso. Intrusos musicais que seriam sempre lembrados disso, revelado pelo que sabiam que eram: os mais baixos dos baixos.” É desta forma nada convencional que Mick Wall começa sua bio do Black Sabbath, traduzida, veja só, como Black Sabbath: a biografia. Pode parecer estranho, já que hoje a banda é quase uma unanimidade, mas, lançado em 2013 na Inglaterra, o livro do jornalista inglês deixa claro que a trajetória de uma das mais influentes bandas do rock tinha tudo para dar errado. E deu. Algumas vezes.

Quarenta e quatro anos antes de arrastar multidões ao redor do mundo, inclusive no Brasil, com a turnê de 13, o Black Sabbath foi massacrado pela crítica. Parecia-lhes estranho que quatro jovens de uma região pobre da Inglaterra fizessem sucesso com um som pesado e letras sobre Lúcifer e ocultismo.

Parecia estranho para todo mundo, na verdade. Wall relata minuciosamente como a própria banda não sabia lidar com sucesso, dinheiro e fãs.

A falta de controle é, inclusive, uma das características mais marcantes do grupo ao longo das décadas, com as diversas formações. Embora o guitarrista e líder Tony Iommi tenha feito de tudo para elevá-los ao primeiro andar do rock mundial, eles nunca conseguiram se organizar apropriadamente.

A história do Sabbath é marcada por turnês alucinantes, brigas contratuais, mudanças de membros, bebedeiras homéricas, brincadeiras adolescentes (como colocar fogo em Bill Ward, o baterista) e muitas – muitas – drogas, especialmente a cocaína.

Como jornalista e fã declarado, Wall, autor de outras biografias lançadas no Brasil, acompanhou tudo isso de perto ao longo das décadas. Com narrativa em primeira pessoa, o britânico torna-se muitas vezes parte da trama. Este é o quinto livro de sua autoria que trata do Black Sabbath ou de Ozzy Osbourne.

Este é um elemento importante, pois, além de retratar a longa e tortuosa carreira da banda, Wall oferece ao leitor uma experiência quase sensorial ao narrar a composição dos discos, música por música, e suas nuances. É como se ele dissesse, nas entrelinhas: amigo, rock é para se sentir. Vale colocar os discos para tocar enquanto lê.

A história dos bastidores, no entanto – Wall deixa isso claro –, é tão relevante para a existência do Sabbath quanto os álbuns. Neste sentido, Sharon Osbourne mostra-se tão importante quanto o vocalista Ronnie James Dio, responsável por reerguer a banda após a saída de Ozzy, no final dos anos 70. Descobrimos histórias curiosas, como a criação do estranho Seventh Star (1986), que deveria ter sido um disco solo de Iommi, a indigna saída de Dio nos anos 90, e a compra do nome do grupo por Sharon, na mesma época.

Uma biografia geralmente é lida por três públicos/razões: fãs do retratado, estudiosos ou interessados. Neste caso, as três se encaixam. Sem pretensão e com muitos palavrões (que qualquer bom livro sobre rock deve ter), Wall narra como “os mais baixos dos mais baixos” tornaram-se uma das maiores referências do gênero. Acredite, sem beleza ou suavidade, a história do Black Sabbath é tão fascinante quanto “War Pigs” e “Iron Man”.

“Eles eram o lixo e sabiam disso. Intrusos musicais que seriam sempre lembrados disso, revelado pelo que sabiam que eram: os mais baixos dos baixos.” É desta forma nada convencional que Mick Wall começa sua bio do Black Sabbath, traduzida, veja só, como Black Sabbath: a biografia. Pode parecer estranho, já que hoje a banda é quase uma unanimidade, mas, lançado em 2013 na Inglaterra, o livro do jornalista inglês deixa claro que a trajetória de uma das mais influentes bandas do rock tinha tudo para dar errado. E deu. Algumas vezes.

Quarenta e quatro anos antes de arrastar multidões ao redor do mundo, inclusive no Brasil, com a turnê de 13, o Black Sabbath foi massacrado pela crítica. Parecia-lhes estranho que quatro jovens de uma região pobre da Inglaterra fizessem sucesso com um som pesado e letras sobre Lúcifer e ocultismo.

Parecia estranho para todo mundo, na verdade. Wall relata minuciosamente como a própria banda não sabia lidar com sucesso, dinheiro e fãs.

A falta de controle é, inclusive, uma das características mais marcantes do grupo ao longo das décadas, com as diversas formações. Embora o guitarrista e líder Tony Iommi tenha feito de tudo para elevá-los ao primeiro andar do rock mundial, eles nunca conseguiram se organizar apropriadamente.

A história do Sabbath é marcada por turnês alucinantes, brigas contratuais, mudanças de membros, bebedeiras homéricas, brincadeiras adolescentes (como colocar fogo em Bill Ward, o baterista) e muitas – muitas – drogas, especialmente a cocaína.

Como jornalista e fã declarado, Wall, autor de outras biografias lançadas no Brasil, acompanhou tudo isso de perto ao longo das décadas. Com narrativa em primeira pessoa, o britânico torna-se muitas vezes parte da trama. Este é o quinto livro de sua autoria que trata do Black Sabbath ou de Ozzy Osbourne.

Este é um elemento importante, pois, além de retratar a longa e tortuosa carreira da banda, Wall oferece ao leitor uma experiência quase sensorial ao narrar a composição dos discos, música por música, e suas nuances. É como se ele dissesse, nas entrelinhas: amigo, rock é para se sentir. Vale colocar os discos para tocar enquanto lê.

A história dos bastidores, no entanto – Wall deixa isso claro –, é tão relevante para a existência do Sabbath quanto os álbuns. Neste sentido, Sharon Osbourne mostra-se tão importante quanto o vocalista Ronnie James Dio, responsável por reerguer a banda após a saída de Ozzy, no final dos anos 70. Descobrimos histórias curiosas, como a criação do estranho Seventh Star (1986), que deveria ter sido um disco solo de Iommi, a indigna saída de Dio nos anos 90, e a compra do nome do grupo por Sharon, na mesma época.

Uma biografia geralmente é lida por três públicos/razões: fãs do retratado, estudiosos ou interessados. Neste caso, as três se encaixam. Sem pretensão e com muitos palavrões (que qualquer bom livro sobre rock deve ter), Wall narra como “os mais baixos dos mais baixos” tornaram-se uma das maiores referências do gênero. Acredite, sem beleza ou suavidade, a história do Black Sabbath é tão fascinante quanto “War Pigs” e “Iron Man”.

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