Barro Blanco – José Mauro de Vasconcelos

Barro Blanco – José Mauro de Vasconcelos

Barro Blanco é uma das primeiras obras de José Mauro de Vasconcelos, e o intimismo que tanto caracteriza as grandes obras desse autor começa a dar as caras já aqui.

O personagem principal, Chicão, é um sertanejo-retirante-marinheiro que chama a atenção por misturar ao mesmo tempo uma curiosa inocência com a vida violenta dos trabalhadores do mar.

Chicão ama o mar não por sua beleza ou sua lida, mas pelo seu terror da sede, da seca que o fez fugir do sertão. Esse pavor da degradação que sujeita o homem atingido pela seca, é o mesmo que o atinge quando ao chegar em Macau (o lugar onde se passa a história) decide trabalhar nos “campos” de sal, onde tantos enlouquecem ou morrem.

A cidade de Macau é colorida até onde a presença de Chicão alcança, e pouca coisa fora de seu campo de visão é mostrado. Ainda assim, os personagens e a paisagem são suficientemente bem caracterizados para se sustentarem por si mesmos.

Nesse livro, o autor ainda parecia estar em fase de transição, nem propriamente um escritor de livros regionalistas, nem um profundamente otimista.

Essa história não te leva às lágrimas, mas te leva de mansinho para a vida de Chicão, como quem é carregado pelas ondas do mar.

Barro-Blanco-Jose-Mauro-de-VasconcelosBarro Blanco é uma das primeiras obras de José Mauro de Vasconcelos, e o intimismo que tanto caracteriza as grandes obras desse autor começa a dar as caras já aqui.

O personagem principal, Chicão, é um sertanejo-retirante-marinheiro que chama a atenção por misturar ao mesmo tempo uma curiosa inocência com a vida violenta dos trabalhadores do mar.

Chicão ama o mar não por sua beleza ou sua lida, mas pelo seu terror da sede, da seca que o fez fugir do sertão. Esse pavor da degradação que sujeita o homem atingido pela seca, é o mesmo que o atinge quando ao chegar em Macau (o lugar onde se passa a história) decide trabalhar nos “campos” de sal, onde tantos enlouquecem ou morrem.

A cidade de Macau é colorida até onde a presença de Chicão alcança, e pouca coisa fora de seu campo de visão é mostrado. Ainda assim, os personagens e a paisagem são suficientemente bem caracterizados para se sustentarem por si mesmos.

Nesse livro, o autor ainda parecia estar em fase de transição, nem propriamente um escritor de livros regionalistas, nem um profundamente otimista.

Essa história não te leva às lágrimas, mas te leva de mansinho para a vida de Chicão, como quem é carregado pelas ondas do mar.

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