Aventuras Intergalácticas: Uma incrível viagem ao desconhecido – Steven Caldwell

Aventuras Intergalácticas: Uma incrível viagem ao desconhecido – Steven Caldwell

No século XXIII, a Federação Galáctica já ocupava um espaço calculado em quase 500 anos-luz de diâmetro. Dentro de seu raio de influência encontravam-se, milhares de planetas; embora a grande maioria fosse, desabitada, muitos abrigavam espécies nativas ou transformavam-se em colônias de exploradores siderais. Em boa parte de tais astros desenvolviam-se atividades de processamento industrial de minérios, via de regra através de métodos totalmente automatizados: centenas de milhares de naves, dos mais variados tipos, cruzavam o espaço percorrendo as rotas mercantis que interligavam os quatro cantos da Federação. Nos primórdios da história da Federação, a expansão galáctica processou-se de maneira relativamente rápida e desenfreada, na medida em que os exploradores siderais, motivados tanto por interesses comerciais como por amor à aventura, adentravam o desconhecido em ávida busca de riquezas e terras virgens. Porém, quando esses pioneiros grupos de intrépidos exploradores começaram a ser dizimados por trágicos acidentes fatais, a Federação houve por bem impor leis de navegação cada vez mais rígidas, objetivando instituir programas de expansão planificados. Logo se fizeram sentir os reflexos de tais medidas: o índice de expansão diminuiu acentuadamente, dando-se maior prioridade à união de esforços e ao aproveitamento racional dos recursos existentes. Todavia, a expansão galáctica não cessou por completo: naves de reconhecimento financiadas pelo governo federativo continuavam a sondar o infinito, além das fronteiras oficiais, em expedições de mapeamento e coleta de dados. Além disso, procurava- se tomar os planetas recém-colonizados bases de produção mais seguras e melhor controladas, criando-se novas oportunidades de comércio e navegação interestelar. Apesar do crescente e bem planejado progresso da expansão galáctica, as autoridades jamais deixaram de estar conscientes de que, embora a Federação tivesse se ampliado extraordinariamente – bem mais do que os homens de duzentos ou trezentos anos antes jamais poderiam ter imaginado – o volume cósmico por ela conquistado representava apenas uma ínfima partícula da área total da galáxia. Tendo-se como base o número de planetas habitados dentro das fronteiras federativas, considerava-se como certa a existência de centenas, se não milhares, de outras formas inteligentes de vida nos incontáveis sistemas solares do espaço sideral. Mais dia, menos dia, seria travado contato com uma espécie, ou grupo de espécies, que se equipararia em poder tecnológico às civilizações da Federação ou, talvez, que as ultrapassaria em nível de desenvolvimento. No entanto, a óbvia vantagem de se procurarem e identificarem tais espécies, antes de elas tomarem iniciativa semelhante, era de pouca importância devido às dificuldades econômicas implícitas na procura de minúsculas agulhas no imenso palheiro do espaço cósmico, as quais, por outro lado, poderiam nem mesmo existir. Desse modo, tais expedições só seriam justificadas diante de provas irrefutáveis da existência de seres alienígenas fora dos limites da Federação Galáctica. Tais provas surgiram quando uma nave da Patrulha de Segurança, em missão rotineira na região periférica, detectou a existência de um objeto voador alienígena de procedência desconhecida. Esse breve contato marcou o início de uma fascinante aventura expedicionária: a viagem do Venturer figura entre os mais impressionantes episódios já registrados nos anais da navegação espacial. A bravura de sua abnegada tripulação face às incertezas de semelhante missão toma-se ainda mais notável ante o conhecimento, por parte de todos os membros da equipe, de que, devido aos efeitos temporais relativos acarretados por permanência prolongada no hiperespaço, alguns dias no cosmos equivaleriam a um ano em seu planeta de origem. Quando regressassem, todos os seus entes queridos já estariam mortos e os mundos da Federação apresentar-se iam quase irreconhecíveis. Eis, então, a sua história.

No século XXIII, a Federação Galáctica já ocupava um espaço calculado em quase 500 anos-luz de diâmetro. Dentro de seu raio de influência encontravam-se, milhares de planetas; embora a grande maioria fosse, desabitada, muitos abrigavam espécies nativas ou transformavam-se em colônias de exploradores siderais. Em boa parte de tais astros desenvolviam-se atividades de processamento industrial de minérios, via de regra através de métodos totalmente automatizados: centenas de milhares de naves, dos mais variados tipos, cruzavam o espaço percorrendo as rotas mercantis que interligavam os quatro cantos da Federação. Nos primórdios da história da Federação, a expansão galáctica processou-se de maneira relativamente rápida e desenfreada, na medida em que os exploradores siderais, motivados tanto por interesses comerciais como por amor à aventura, adentravam o desconhecido em ávida busca de riquezas e terras virgens. Porém, quando esses pioneiros grupos de intrépidos exploradores começaram a ser dizimados por trágicos acidentes fatais, a Federação houve por bem impor leis de navegação cada vez mais rígidas, objetivando instituir programas de expansão planificados. Logo se fizeram sentir os reflexos de tais medidas: o índice de expansão diminuiu acentuadamente, dando-se maior prioridade à união de esforços e ao aproveitamento racional dos recursos existentes. Todavia, a expansão galáctica não cessou por completo: naves de reconhecimento financiadas pelo governo federativo continuavam a sondar o infinito, além das fronteiras oficiais, em expedições de mapeamento e coleta de dados. Além disso, procurava- se tomar os planetas recém-colonizados bases de produção mais seguras e melhor controladas, criando-se novas oportunidades de comércio e navegação interestelar. Apesar do crescente e bem planejado progresso da expansão galáctica, as autoridades jamais deixaram de estar conscientes de que, embora a Federação tivesse se ampliado extraordinariamente – bem mais do que os homens de duzentos ou trezentos anos antes jamais poderiam ter imaginado – o volume cósmico por ela conquistado representava apenas uma ínfima partícula da área total da galáxia. Tendo-se como base o número de planetas habitados dentro das fronteiras federativas, considerava-se como certa a existência de centenas, se não milhares, de outras formas inteligentes de vida nos incontáveis sistemas solares do espaço sideral. Mais dia, menos dia, seria travado contato com uma espécie, ou grupo de espécies, que se equipararia em poder tecnológico às civilizações da Federação ou, talvez, que as ultrapassaria em nível de desenvolvimento. No entanto, a óbvia vantagem de se procurarem e identificarem tais espécies, antes de elas tomarem iniciativa semelhante, era de pouca importância devido às dificuldades econômicas implícitas na procura de minúsculas agulhas no imenso palheiro do espaço cósmico, as quais, por outro lado, poderiam nem mesmo existir. Desse modo, tais expedições só seriam justificadas diante de provas irrefutáveis da existência de seres alienígenas fora dos limites da Federação Galáctica. Tais provas surgiram quando uma nave da Patrulha de Segurança, em missão rotineira na região periférica, detectou a existência de um objeto voador alienígena de procedência desconhecida. Esse breve contato marcou o início de uma fascinante aventura expedicionária: a viagem do Venturer figura entre os mais impressionantes episódios já registrados nos anais da navegação espacial. A bravura de sua abnegada tripulação face às incertezas de semelhante missão toma-se ainda mais notável ante o conhecimento, por parte de todos os membros da equipe, de que, devido aos efeitos temporais relativos acarretados por permanência prolongada no hiperespaço, alguns dias no cosmos equivaleriam a um ano em seu planeta de origem. Quando regressassem, todos os seus entes queridos já estariam mortos e os mundos da Federação apresentar-se iam quase irreconhecíveis. Eis, então, a sua história.

1 comentário em “Aventuras Intergalácticas: Uma incrível viagem ao desconhecido – Steven CaldwellAdicione o seu →

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *