Assunto Encerrado – Italo Calvino

Assunto Encerrado – Italo Calvino

Italo Calvino foi não “apenas” o grande ficcionista da trilogia Os nossos antepassados, de As cidades invisíveis, de Palomar e de tantos outros livros, mas também, ou sobretudo, um dos ensaístas mais brilhantes do século xx. Sua atividade de crítico literário e de crítico da cultura já é bastante conhecida do leitor brasileiro pelos livros Seis propostas para o próximo milênio e Por que ler os clássicos, ambos publicados pela Companhia das Letras e o último, mais recentemente, lançado em edição de bolso.

Mas foi com Assunto encerrado, publicado originalmente em 1980, que Calvino reuniu pela primeira vez em volume uma parte da crítica que ele mesmo considerava a mais representativa de seu percurso intelectual. “Intelectual engajado” no melhor sentido do termo, mas sem ceder a dogmatismos, Calvino analisa com estilo claro e preciso as reviravoltas culturais que ocorreram entre o pós-Segunda Guerra e o mundo globalizado, entre a estética neorrealista e as invenções pós-modernas, sempre buscando encontrar alguma lucidez por entre as ideologias antagônicas da Guerra Fria.

Partindo quase sempre da situação italiana — Pavese e Vittorini, Manzoni, Pasolini —, mas com uma visada de amplo espectro, neste livro Calvino condensa, avalia e revê em perspectiva suas tomadas de posição desde a juventude militante até a maturidade, podendo finalmente ver na sequência de seus textos “uma história que tem seu sentido”.

Italo Calvino foi não “apenas” o grande ficcionista da trilogia Os nossos antepassados, de As cidades invisíveis, de Palomar e de tantos outros livros, mas também, ou sobretudo, um dos ensaístas mais brilhantes do século xx. Sua atividade de crítico literário e de crítico da cultura já é bastante conhecida do leitor brasileiro pelos livros Seis propostas para o próximo milênio e Por que ler os clássicos, ambos publicados pela Companhia das Letras e o último, mais recentemente, lançado em edição de bolso.

Mas foi com Assunto encerrado, publicado originalmente em 1980, que Calvino reuniu pela primeira vez em volume uma parte da crítica que ele mesmo considerava a mais representativa de seu percurso intelectual. “Intelectual engajado” no melhor sentido do termo, mas sem ceder a dogmatismos, Calvino analisa com estilo claro e preciso as reviravoltas culturais que ocorreram entre o pós-Segunda Guerra e o mundo globalizado, entre a estética neorrealista e as invenções pós-modernas, sempre buscando encontrar alguma lucidez por entre as ideologias antagônicas da Guerra Fria.

Partindo quase sempre da situação italiana — Pavese e Vittorini, Manzoni, Pasolini —, mas com uma visada de amplo espectro, neste livro Calvino condensa, avalia e revê em perspectiva suas tomadas de posição desde a juventude militante até a maturidade, podendo finalmente ver na sequência de seus textos “uma história que tem seu sentido”.