Amazon detém 60% do mercado de livros digitais no Brasil

Amazon detém 60% do mercado de livros digitais no Brasil

‘The global e-book report’, que começou a ser vendido hoje, traça um panorama completo do livro digital no mundo, com números e análises feitas observadores da indústria editorial em nível mundial

Um dos assuntos mais quentes da semana no mercado editorial foi acerca do tamanho do mercado de e-books no Brasil. Isso tudo motivado por uma matériapublicada na Folha, que afirmava que o livro digital não decolou no Brasil, e também pela revelação de um dado contido no The global e-book report 2016, que mediu o tamanho do mercado de livros digitais no Brasil e chegou à conclusão de que, em volume, os e-books perfazem 4,27% do total de vendas das editoras no País. O tema foi assunto de Camila Cabete em sua coluna da última terça-feira (12), compartilhada mais de 1,5 mil vezes no Facebook, e de uma carta em que o coletivo Amigos dos Editores Digitais (AED) rebateu os dados contidos na matéria da Folha.

PUBLISHNEWS, LEONARDO NETO, 14/04/2016

 

‘The global e-book report’, que começou a ser vendido hoje, traça um panorama completo do livro digital no mundo, com números e análises feitas observadores da indústria editorial em nível mundial

Um dos assuntos mais quentes da semana no mercado editorial foi acerca do tamanho do mercado de e-books no Brasil. Isso tudo motivado por uma matériapublicada na Folha, que afirmava que o livro digital não decolou no Brasil, e também pela revelação de um dado contido no The global e-book report 2016, que mediu o tamanho do mercado de livros digitais no Brasil e chegou à conclusão de que, em volume, os e-books perfazem 4,27% do total de vendas das editoras no País. O tema foi assunto de Camila Cabete em sua coluna da última terça-feira (12), compartilhada mais de 1,5 mil vezes no Facebook, e de uma carta em que o coletivo Amigos dos Editores Digitais (AED) rebateu os dados contidos na matéria da Folha. Agora chegou a hora de beber a água na fonte. É que The Global e-book report 2016 foi lançado nesta manhã (horário de Brasília), em Londres e já está disponível para compra,clicando aqui.

O relatório traça um panorama do mercado do livro digital, sua evolução em nível global, traz ainda um conjunto de dados colhidos a partir das melhores fontes disponíveis, além de uma análise aprofundada com um resumo das principais ações globais.

 

As conclusões do relatório permitem avaliar, por um lado, como os principais motores de mudança digital — autopublicação, plataformas de leitura, novas infra-estruturas de distribuição — impactaram a indústria editorial e, por outro, como os editores têm se movimentado num cenário de grande consolidação. “e-Books não são um conceito ou um formato simplesmente, mas sim um atalho para uma ampla gama de opções para se fazer as coisas de forma diferente”, defende Rüdiger Wischenbart, organizador do documento, no sumário executivo do relatório. No geral, a edição de 2016 do relatório traz mais de 50 gráficos e tabelas que resumem o desenvolvimento desse mercado complexo. Para construir esse cenário, a equipe do relatório resgatou dados e a história do livro digital nos últimos seis anos; fizeram comparações diretas entre a produção de livros físicos e digitais; levantaram dados sobre pirataria, preferências e hábitos dos leitores digitais.

Brasil

O relatório estima o mercado digital de livros no Brasil em R$ 35,1 milhões, considerando os valores de faturamento dos editores. Neste número estariam apenas incluídas as editoras de CTP e mercado geral. Vendas para plataformas exclusivamente de bibliotecas e o autopublicação digital, como o KDP da Amazon e o Publique-se da Saraiva, tampouco estão contemplados.

O catálogo brasileiro é estimado em 70 mil títulos, dos quais cerca de 20 mil seriam edições independentes. A participação das vendas digitais no faturamento dos editores em 2015 foi de 4,27% em unidades e 2,57% em valores. “Para estimar estes números, usamos uma amostra representativa do faturamento digital de diversas editoras e utilizamos como base de comparação as vendas de 2015 apontadas pelo Nielsen Bookscan e extrapoladas”, explica Carlo Carrenho, responsável pelo capítulo brasileiro do relatório. “Desta vez, ao contrário de anos anteriores, foi possível calcular mais e chutar menos”, complementa Carrenho.

Em termos de participação dos varejistas digitais no Brasil, o e-Book Global Reportaponta que a Amazon detém 60% de market share nas vendas de e-books de editoras (excluindo aqui autopublicações) no País, seguida pela Apple, com 15%, e pela Saraiva e Google empatados em terceiro lugar, com 10%. A participação da Kobo foi estimada em 5%, mas há uma margem de erro alta de 5%, já que nenhuma loja divulga seus números.

O documento organizado pelo consultor austríaco Rüdiger Wischenbart teve a colaboração do PublishNews, além de Bogmarkedet (Dinamarca), Book Dao (China), BookExpo America (EUA), Book Industry Magazine (Rússia), buchreport (Alemanha) Dosdoce.com (Espanha), Frankfurt Book Fair (Alemanha), Informazioni Editoriali (Itália), Livres Hebdo (França), London Book Fair (Reino Unido), Svensk Bokhandel (Suécia), Publishers Weekly (EUA) e The Bookseller (Reino Unido).

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