Alá Não é Obrigado – Ahmadou Kourouma

Alá Não é Obrigado – Ahmadou Kourouma

Alá não é obrigado – é uma obra tão peculiar quanto o seu protagonista e narrador, Birahima, um menino-soldado que assiste à morte da mãe e que, para sobreviver, sai da sua aldeia em busca da tia, a única pessoa que pode cuidar dele.
Da Costa do Marfim à Serra Leoa, passando pela Libéria, este órfão com“dez ou doze anos”, irá passar por diversos exércitos de guerrilheiros, cujos líderes constituem uma riquíssima paleta de personagens, que ficam inesquecíveis pelas piores razões: há loucos e sádicos, psicopatas e até figuras ridículas.A traição, a morte, a tortura e a mutilação são lugares-comuns por aquelas paragens. O próprio Birahima não é inocente nem culpado: é apenas uma criança que já viu demasiada violência e morte e de quem, à partida, se poderá pensar já não possuir qualquer noção do Bem ou do Mal.Mas Birahima ainda consegue fazer essa distinção; só que as principais preocupações prendem-se com coisas tão fundamentais como sobreviver, alimentar-se, encontrar um sítio para viver e, acima de tudo, evitar ser ASSASSINADO.
Alá não é obrigado – é um livro duro, poderoso, intenso, escrito por um autor que muito nos disse sobre a África contemporânea: as estranhas alianças entre chefes de Estado respeitáveis e criminosos de renome, a corrupção generalizada, a culpa, as boas intenções e as dificuldades das Nações Unidas e os desvios sofridos pelos mantimentos enviados pelas organizações não-governamentais. Em suma, uma realidade terrível, que o autor nos descreve pela voz por demais inesquecível de uma criança.

Alá não é obrigado – é uma obra tão peculiar quanto o seu protagonista e narrador, Birahima, um menino-soldado que assiste à morte da mãe e que, para sobreviver, sai da sua aldeia em busca da tia, a única pessoa que pode cuidar dele.
Da Costa do Marfim à Serra Leoa, passando pela Libéria, este órfão com“dez ou doze anos”, irá passar por diversos exércitos de guerrilheiros, cujos líderes constituem uma riquíssima paleta de personagens, que ficam inesquecíveis pelas piores razões: há loucos e sádicos, psicopatas e até figuras ridículas.A traição, a morte, a tortura e a mutilação são lugares-comuns por aquelas paragens. O próprio Birahima não é inocente nem culpado: é apenas uma criança que já viu demasiada violência e morte e de quem, à partida, se poderá pensar já não possuir qualquer noção do Bem ou do Mal.Mas Birahima ainda consegue fazer essa distinção; só que as principais preocupações prendem-se com coisas tão fundamentais como sobreviver, alimentar-se, encontrar um sítio para viver e, acima de tudo, evitar ser ASSASSINADO.
Alá não é obrigado – é um livro duro, poderoso, intenso, escrito por um autor que muito nos disse sobre a África contemporânea: as estranhas alianças entre chefes de Estado respeitáveis e criminosos de renome, a corrupção generalizada, a culpa, as boas intenções e as dificuldades das Nações Unidas e os desvios sofridos pelos mantimentos enviados pelas organizações não-governamentais. Em suma, uma realidade terrível, que o autor nos descreve pela voz por demais inesquecível de uma criança.

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