A vista de Castle Rock – Alice Munro

A vista de Castle Rock – Alice Munro

“São contos”, Alice Munro enfatiza no prefácio de A vista de Castle Rock, em que explica como esteve ocupada durante vários anos com a investigação sobre a história de um lado de sua família, os Laidlaw. Foram inúmeras páginas de documentos consultados, além das cartas e outros registros escritos – uma das conclusões a que chegou nessa pesquisa é que sempre houve pelo menos um Laidlaw por geração preocupado em escrever uma parte dessa história.

A busca lhe rendeu uma boa quantidade de informações a respeito dessa família: a origem em Ettrick Valley, Escócia, o longo caminho que fizeram até chegarem ao Canadá em um navio cheio de imigrantes e finalmente o estabelecimento na região rural de Ontário onde Alice Munro cresceu. Mas apesar desse embasamento documental, e de escrever em uma prosa em alguns momentos mais próxima ao relato, são contos.

É que em um documento não cabem (ou dele não se apreende) as questões mais íntimas, o cotidiano e a intimidade, assuntos caros a Alice Munro. E como sempre se tratou de contos, não de um livro de memórias nem de uma autobiografia, a autora sentiu-se livre para completar as histórias com aquilo de que sentiu falta, sentiu-se livre para mudar um ou outro fato, para mudar o próprio passado como só um escritor pode fazer. Contudo, talvez por esta obra estar claramente colada à realidade, à sua realidade, Munro sentiu necessidade de esclarecer algumas dessas suas interferências no prefácio, em um raro momento em que explica seu processo de composição.

O livro segue uma linha cronológica e é dividido em duas partes. Na primeira, reúnem-se os contos sobre os antepassados mais remotos, aqueles que ainda viveram em Ettrick Valley, os que viajaram em 1818 rumo ao sonho da nova vida no continente americano. Na segunda parte, estão os contos mais próximos ao presente, os que são explicitamente feitos a partir das experiências da autora.

A vista de Castle Rock foi lançado originalmente em 2006, é o décimo-segundo livro da autora, cuja importância foi reconhecida em 2013, ao receber o Prêmio Nobel de Literatura — primeira vez que foi concedido a um autor dedicado a narrativas curtas.

A vista de Castle Rock - Alice Munro“São contos”, Alice Munro enfatiza no prefácio de A vista de Castle Rock, em que explica como esteve ocupada durante vários anos com a investigação sobre a história de um lado de sua família, os Laidlaw. Foram inúmeras páginas de documentos consultados, além das cartas e outros registros escritos – uma das conclusões a que chegou nessa pesquisa é que sempre houve pelo menos um Laidlaw por geração preocupado em escrever uma parte dessa história.

A busca lhe rendeu uma boa quantidade de informações a respeito dessa família: a origem em Ettrick Valley, Escócia, o longo caminho que fizeram até chegarem ao Canadá em um navio cheio de imigrantes e finalmente o estabelecimento na região rural de Ontário onde Alice Munro cresceu. Mas apesar desse embasamento documental, e de escrever em uma prosa em alguns momentos mais próxima ao relato, são contos.

É que em um documento não cabem (ou dele não se apreende) as questões mais íntimas, o cotidiano e a intimidade, assuntos caros a Alice Munro. E como sempre se tratou de contos, não de um livro de memórias nem de uma autobiografia, a autora sentiu-se livre para completar as histórias com aquilo de que sentiu falta, sentiu-se livre para mudar um ou outro fato, para mudar o próprio passado como só um escritor pode fazer. Contudo, talvez por esta obra estar claramente colada à realidade, à sua realidade, Munro sentiu necessidade de esclarecer algumas dessas suas interferências no prefácio, em um raro momento em que explica seu processo de composição.

O livro segue uma linha cronológica e é dividido em duas partes. Na primeira, reúnem-se os contos sobre os antepassados mais remotos, aqueles que ainda viveram em Ettrick Valley, os que viajaram em 1818 rumo ao sonho da nova vida no continente americano. Na segunda parte, estão os contos mais próximos ao presente, os que são explicitamente feitos a partir das experiências da autora.

A vista de Castle Rock foi lançado originalmente em 2006, é o décimo-segundo livro da autora, cuja importância foi reconhecida em 2013, ao receber o Prêmio Nobel de Literatura — primeira vez que foi concedido a um autor dedicado a narrativas curtas.

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