A Testemunha Silenciosa – Otto Lara Resende

A Testemunha Silenciosa – Otto Lara Resende

Este volume reúne duas saborosas novelas de Otto Lara Resende. A primeira delas, “A testemunha silenciosa”, relata, pelos olhos de um garoto, um crime de família. A cidade (inventada pelo autor) de Lagedo, em Minas Gerais, reproduz em sua escala miúda as consequências da Revolução de 30 – mas não são as grandes questões políticas que estão em jogo, e sim os pequenos movimentos de medo e sobrevivência rasteira que vêm à tona.
“A cilada”, o segundo texto do volume, partilha o mesmo universo da primeira novela. Mas aqui a narrativa se concentra obsessiva numa única figura, o clássico avarento, revisitado no sertão mineiro.
Como diz o escritor Cristovão Tezza em seu esclarecedor posfácio: “Estão aqui a pequena cidade interiorana de Minas Gerais, a linguagem embebida de traços do dialeto e do saber rural popular, no léxico e na sintaxe, as figuras arquetípicas do Brasil agrário – o padre, o prefeito, o boticário, a mulher forte, o marido fraco, o bêbado, o dono da venda, a criança, a professora. Duas grandes linhas da literatura brasileira de seu tempo encontram na obra de Otto a barreira transformadora da urbanização – física e mental – de um país novo que estava surgindo”.

Este volume reúne duas saborosas novelas de Otto Lara Resende. A primeira delas, “A testemunha silenciosa”, relata, pelos olhos de um garoto, um crime de família. A cidade (inventada pelo autor) de Lagedo, em Minas Gerais, reproduz em sua escala miúda as consequências da Revolução de 30 – mas não são as grandes questões políticas que estão em jogo, e sim os pequenos movimentos de medo e sobrevivência rasteira que vêm à tona.
“A cilada”, o segundo texto do volume, partilha o mesmo universo da primeira novela. Mas aqui a narrativa se concentra obsessiva numa única figura, o clássico avarento, revisitado no sertão mineiro.
Como diz o escritor Cristovão Tezza em seu esclarecedor posfácio: “Estão aqui a pequena cidade interiorana de Minas Gerais, a linguagem embebida de traços do dialeto e do saber rural popular, no léxico e na sintaxe, as figuras arquetípicas do Brasil agrário – o padre, o prefeito, o boticário, a mulher forte, o marido fraco, o bêbado, o dono da venda, a criança, a professora. […] Duas grandes linhas da literatura brasileira de seu tempo encontram na obra de Otto a barreira transformadora da urbanização – física e mental – de um país novo que estava surgindo”.

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