A Rosa Separada – Pablo Neruda

A Rosa Separada – Pablo Neruda

Neruda em português e espanhol.

“A Rosa Separada” é um canto à Ilha de Páscoa. Ninguém, na verdade, conhece o nome desta ilha. Chamada pelos nativos antigamente de Rapa Nui, dizem os pesquisadores não ser esta a sua denominação original. Em suas lendas mais antigas, os nativos sempre denominaram sua ilha com nome equivalente ao significado Umbigo do mundo. Mas também este nome pode vir a ser mais uma descrição poética do que a denominação verdadeira da ilha porque, bem mais tarde os nativos igualmente a chamaram O olho que vê o céu ou A fronteira do céu. Todo o resto, isto é, nós, os tagarelas do mundo / que viemos de todas as partes para cuspir em tua lava e que chegamos cheios de conflitos, de divergências, de sangue, enfim todos os que vivem a milhares de quilômetros da ilha preferem dar a ela o nome de Ilha de Páscoa, no mapa, porque foi na tarde do dia de Páscoa, em 1722, que o holandês Roggeveen e seus companheiros notaram que, de terra firme, um povo desconhecido estava remetendo sinais de fumaça, a fim de chamar a atenção.

É esta “A Rosa Separada” de Neruda: ilha sem palmeiras / lá onde se recortam os narizes de pedra / ali, no minúsculo umbigo dos mares, / deixamos esquecida a última pureza, / o espaço, o assombro daquelas companhias / que levantam sua pedra desnuda, sua verdade / sem que ninguém se atreva a amá-las, a conviver com elas. E mais: esta solidão do umbigo do mundo, / a solidão de todo o mar reunido, a rosa separada / do tronco do rosal despedaçado / que a profundidade converteu em arquipélago.

A Rosa Separada – Pablo NerudaNeruda em português e espanhol.

“A Rosa Separada” é um canto à Ilha de Páscoa. Ninguém, na verdade, conhece o nome desta ilha. Chamada pelos nativos antigamente de Rapa Nui, dizem os pesquisadores não ser esta a sua denominação original. Em suas lendas mais antigas, os nativos sempre denominaram sua ilha com nome equivalente ao significado Umbigo do mundo. Mas também este nome pode vir a ser mais uma descrição poética do que a denominação verdadeira da ilha porque, bem mais tarde os nativos igualmente a chamaram O olho que vê o céu ou A fronteira do céu. Todo o resto, isto é, nós, os tagarelas do mundo / que viemos de todas as partes para cuspir em tua lava e que chegamos cheios de conflitos, de divergências, de sangue, enfim todos os que vivem a milhares de quilômetros da ilha preferem dar a ela o nome de Ilha de Páscoa, no mapa, porque foi na tarde do dia de Páscoa, em 1722, que o holandês Roggeveen e seus companheiros notaram que, de terra firme, um povo desconhecido estava remetendo sinais de fumaça, a fim de chamar a atenção.

É esta “A Rosa Separada” de Neruda: ilha sem palmeiras / lá onde se recortam os narizes de pedra / ali, no minúsculo umbigo dos mares, / deixamos esquecida a última pureza, / o espaço, o assombro daquelas companhias / que levantam sua pedra desnuda, sua verdade / sem que ninguém se atreva a amá-las, a conviver com elas. E mais: esta solidão do umbigo do mundo, / a solidão de todo o mar reunido, a rosa separada / do tronco do rosal despedaçado / que a profundidade converteu em arquipélago.

1 comentário em “A Rosa Separada – Pablo NerudaAdicione o seu →

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *