A Mulher do Tenente Francês – John Fowles

A Mulher do Tenente Francês – John Fowles

Uma história escandalosa para os padrões e regras rígidos da Inglaterra vitoriana do século XIX. Sarah Woodruff é a mulher à qual o título se refere. Acostumada a vagar sem rumo pela costa de uma cidadezinha portuária, ela é considerada louca por alguns moradores do local. Já entre outros, ela é mal-falada, pois foi abandonada por um tenente francês que a desonrara, pro-metendo-lhe voltar. Sarah, em suas caminhadas, parece ainda ter esperança de que seu amado irá reaparecer. Todo este mistério que envolve Sarah conquista Charles, um nobre vitoriano que, de pas-sagem pela cidadezinha ao lado de sua noiva, encanta-se com a enigmática figura da mulher a-bandonada. A partir daí, surge uma trama intensa recheada de paixão, loucura e perda. Porém, A Mulher do Tenente Francês talvez não tivesse tanto prestígio se, paralelamente a esta história, Fowles não houvesse estruturado sua forma de contá-la a partir de comentários sobre o comportamento dos personagens, intervenções críticas em meio ao enredo e de um leque de opções que levam o romance a diferentes destinos finais. Quebrando a estrutura narrativa clássica, ele consegue transformar o papel do narrador, que já não é mais uma voz neutra, mas também comanda sua história e faz parte dela.

Uma história escandalosa para os padrões e regras rígidos da Inglaterra vitoriana do século XIX. Sarah Woodruff é a mulher à qual o título se refere. Acostumada a vagar sem rumo pela costa de uma cidadezinha portuária, ela é considerada louca por alguns moradores do local. Já entre outros, ela é mal-falada, pois foi abandonada por um tenente francês que a desonrara, pro-metendo-lhe voltar. Sarah, em suas caminhadas, parece ainda ter esperança de que seu amado irá reaparecer. Todo este mistério que envolve Sarah conquista Charles, um nobre vitoriano que, de pas-sagem pela cidadezinha ao lado de sua noiva, encanta-se com a enigmática figura da mulher a-bandonada. A partir daí, surge uma trama intensa recheada de paixão, loucura e perda. Porém, A Mulher do Tenente Francês talvez não tivesse tanto prestígio se, paralelamente a esta história, Fowles não houvesse estruturado sua forma de contá-la a partir de comentários sobre o comportamento dos personagens, intervenções críticas em meio ao enredo e de um leque de opções que levam o romance a diferentes destinos finais. Quebrando a estrutura narrativa clássica, ele consegue transformar o papel do narrador, que já não é mais uma voz neutra, mas também comanda sua história e faz parte dela.