A Manilha e o Libambo: A África e a Escravidão, de 1500 a 1700 – Alberto da Costa e Silva

A Manilha e o Libambo: A África e a Escravidão, de 1500 a 1700 – Alberto da Costa e Silva

A história da escravidão no Brasil começa na África – e é inseparável da história africana. Foi desta perspectiva que se escreveu este livro ambicioso e singular, no qual o muralista, atento à amplidão da paisagem, não esqueceu a pequenina concha sobre a areia. Pela riqueza de informações, cada qual de seus capítulos poderia ser desenvolvido num volume, se Alberto da Costa e Silva não tivesse aspirado a entregar ao leitor comum, sem lhe subtrair amplidão e movimento, uma síntese do que se passou nas várias Áfricas – na que se volta, pelo Saara, para o Mediterrâneo, na que flui para o Atlântico, na que se inclina para o Índico e na que se divide entre os três mares ou a todos ignora -, durante os primeiros duzentos anos da expansão oceânica europeia. Como o escravo é a personagem onipresente, o livro principia com um relato rápido sobre o negro como trabalhador forçado no Egito faraônico, Grécia, Império Romano, Índia, China e Europa medieval, sobre os vários tipos de escravidão prevalecentes na África e a forte expansão que experimentou o cativeiro de africanos nas terras regidas pelo Islame, antes de centrar a atenção do leitor no tráfico promovido pelos cristãos para as Américas e no impacto que esse tráfico teve sobre as diferentes sociedades africanas. Em suas páginas, conta-se como em cada parte da África se trabalhava a terra, se cuidava dos rebanhos, se fundia o ferro, se fiava, se tecia e se comerciava, se adoravam os deuses, se organizavam os governos, se acolhiam os estrangeiros, se armavam os exércitos e se usavam os escravos. Sob esse aspecto, A manilha e o libambo continua A enxada e a lança e, tal qual sucedeu a este último, do mesmo autor e também publicado pela Editora Nova Fronteira, já surge como um livro de leitura obrigatória e destinado a tornar-se um clássico.

A história da escravidão no Brasil começa na África – e é inseparável da história africana. Foi desta perspectiva que se escreveu este livro ambicioso e singular, no qual o muralista, atento à amplidão da paisagem, não esqueceu a pequenina concha sobre a areia. Pela riqueza de informações, cada qual de seus capítulos poderia ser desenvolvido num volume, se Alberto da Costa e Silva não tivesse aspirado a entregar ao leitor comum, sem lhe subtrair amplidão e movimento, uma síntese do que se passou nas várias Áfricas – na que se volta, pelo Saara, para o Mediterrâneo, na que flui para o Atlântico, na que se inclina para o Índico e na que se divide entre os três mares ou a todos ignora -, durante os primeiros duzentos anos da expansão oceânica europeia. Como o escravo é a personagem onipresente, o livro principia com um relato rápido sobre o negro como trabalhador forçado no Egito faraônico, Grécia, Império Romano, Índia, China e Europa medieval, sobre os vários tipos de escravidão prevalecentes na África e a forte expansão que experimentou o cativeiro de africanos nas terras regidas pelo Islame, antes de centrar a atenção do leitor no tráfico promovido pelos cristãos para as Américas e no impacto que esse tráfico teve sobre as diferentes sociedades africanas. Em suas páginas, conta-se como em cada parte da África se trabalhava a terra, se cuidava dos rebanhos, se fundia o ferro, se fiava, se tecia e se comerciava, se adoravam os deuses, se organizavam os governos, se acolhiam os estrangeiros, se armavam os exércitos e se usavam os escravos. Sob esse aspecto, A manilha e o libambo continua A enxada e a lança e, tal qual sucedeu a este último, do mesmo autor e também publicado pela Editora Nova Fronteira, já surge como um livro de leitura obrigatória e destinado a tornar-se um clássico.

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