A Luz da Noite – Edna O’Brien

A Luz da Noite – Edna O’Brien

Não há amor tão forte nem sentimento mais devastador que aquele entre mãe e filha. Aos 78 anos, enquanto aguarda no hospital a visita da filha Eleanora, Dilly relembra a própria trajetória: a viagem para os Estados Unidos nos anos 1920, o primeiro amor não correspondido, o regresso à Irlanda. Eleanora chega e parte depressa, esquecendo seu diário, que mudará o rumo de suas vidas, revelando os verdadeiros sentimentos da filha pela mãe.

O romance de estreia de Edna O’Brien, The Country Girls, de 1960 – ainda sem tradução no Brasil -, foi banido pela censura em sua Irlanda natal. Em um país dominado pela igreja católica, não se aceitavam a linguagem franca do livro nem as cenas sensuais envolvendo duas jovens que, depois de expulsas de um convento, tentam a vida em Dublin. No condado de Clare, onde a autora nasceu, um padre recolheu e queimou todos os exemplares que encontrou – mas a fogueira foi pequena. “Eram apenas dois livros. Nem consegui ganhar dinheiro antes da censura”, brinca a autora. Tal como já aconteceu com tantos outros escritores, Edna, de 78 anos, percorreu o caminho do escândalo à consagração. A Irlanda que a censurava – hoje uma integrante cosmopolita da União Europeia – já a cobriu das devidas homenagens e prêmios. Edna O’Brien é uma espécie de grande dama da literatura irlandesa (o que não significa que sua fama seja apenas provinciana: entre seus admiradores, contam-se escritores como o americano Philip Roth). Mas a filha pródiga não voltou ao lar: prefere viver em Londres, onde está radicada desde os anos 50.

aluzdanoiteNão há amor tão forte nem sentimento mais devastador que aquele entre mãe e filha. Aos 78 anos, enquanto aguarda no hospital a visita da filha Eleanora, Dilly relembra a própria trajetória: a viagem para os Estados Unidos nos anos 1920, o primeiro amor não correspondido, o regresso à Irlanda. Eleanora chega e parte depressa, esquecendo seu diário, que mudará o rumo de suas vidas, revelando os verdadeiros sentimentos da filha pela mãe.

O romance de estreia de Edna O’Brien, The Country Girls, de 1960 – ainda sem tradução no Brasil -, foi banido pela censura em sua Irlanda natal. Em um país dominado pela igreja católica, não se aceitavam a linguagem franca do livro nem as cenas sensuais envolvendo duas jovens que, depois de expulsas de um convento, tentam a vida em Dublin. No condado de Clare, onde a autora nasceu, um padre recolheu e queimou todos os exemplares que encontrou – mas a fogueira foi pequena. “Eram apenas dois livros. Nem consegui ganhar dinheiro antes da censura”, brinca a autora. Tal como já aconteceu com tantos outros escritores, Edna, de 78 anos, percorreu o caminho do escândalo à consagração. A Irlanda que a censurava – hoje uma integrante cosmopolita da União Europeia – já a cobriu das devidas homenagens e prêmios. Edna O’Brien é uma espécie de grande dama da literatura irlandesa (o que não significa que sua fama seja apenas provinciana: entre seus admiradores, contam-se escritores como o americano Philip Roth). Mas a filha pródiga não voltou ao lar: prefere viver em Londres, onde está radicada desde os anos 50.

 

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