A Gaita Nua – Mary Teresinha

A Gaita Nua – Mary Teresinha

Em todos os sentidos, há mais de uma história dentro deste livro. Uma delas é uma história pessoal, a vida de uma mulher que errou e acertou até adquirir a experiência que agora tenta repartir com o leitor. Há, ainda, como em toda autobiografia, as inevitáveis histórias engraçadas ou tristes, de encontros e desencontros, opiniões e esbarrões que servem, afinal, à igualmente indispensável boa leitura. E existe, por fim, entre os perfis e atitudes que desfilam por esta obra, um pouco da própria História do Rio Grande do Sul e mesmo do Brasil. Não aquela História dos historiadores, mas aquela dos vultos e das palavras, dos ídolos e de seus terrores. A história de quem assistiu a muitas coisas e agora tem algo para contar.

Como todas as “verdades” históricas, porém, a vida de certos ídolos tende a ser transformada em mito e, assim, tornada imaculável. É, de certa forma, o que acontece com um dos personagens deste livro – o cantor e compositor Victor Matheus Teixeira, conhecido em todo o país por Teixeirinha. Em nossa cultura infelizmente acostumada a deuses de pés de barro, machismo e intolerância, um nome foi obliterado: Mary Teresinha, a companheira que desistiu da posição submissa, foi consumida por uma lenda da qual não a deixaram escapar. Suas memórias são, em parte, um modo de recuperar a dignidade história perdida, não só de uma mulher mas de todas as mulheres sufocadas por uma sociedade que há menos de 100 anos ainda era totalmente patriarcal.

No mais, ao menos sob o ângulo constitucional, cabe a todos liberdade de expressão. Não é função dos meios de comunicação – entre os quais as editoras – julgar verdades históricas. Isso fica a cargo de outras instâncias e, por enquanto, do leitor. Divirta-se.

A Gaita Nua – Mary TeresinhaEm todos os sentidos, há mais de uma história dentro deste livro. Uma delas é uma história pessoal, a vida de uma mulher que errou e acertou até adquirir a experiência que agora tenta repartir com o leitor. Há, ainda, como em toda autobiografia, as inevitáveis histórias engraçadas ou tristes, de encontros e desencontros, opiniões e esbarrões que servem, afinal, à igualmente indispensável boa leitura. E existe, por fim, entre os perfis e atitudes que desfilam por esta obra, um pouco da própria História do Rio Grande do Sul e mesmo do Brasil. Não aquela História dos historiadores, mas aquela dos vultos e das palavras, dos ídolos e de seus terrores. A história de quem assistiu a muitas coisas e agora tem algo para contar.

Como todas as “verdades” históricas, porém, a vida de certos ídolos tende a ser transformada em mito e, assim, tornada imaculável. É, de certa forma, o que acontece com um dos personagens deste livro – o cantor e compositor Victor Matheus Teixeira, conhecido em todo o país por Teixeirinha. Em nossa cultura infelizmente acostumada a deuses de pés de barro, machismo e intolerância, um nome foi obliterado: Mary Teresinha, a companheira que desistiu da posição submissa, foi consumida por uma lenda da qual não a deixaram escapar. Suas memórias são, em parte, um modo de recuperar a dignidade história perdida, não só de uma mulher mas de todas as mulheres sufocadas por uma sociedade que há menos de 100 anos ainda era totalmente patriarcal.

No mais, ao menos sob o ângulo constitucional, cabe a todos liberdade de expressão. Não é função dos meios de comunicação – entre os quais as editoras – julgar verdades históricas. Isso fica a cargo de outras instâncias e, por enquanto, do leitor. Divirta-se.

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