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A Ética da Crença – W. K. Clifford, William James, Alvin Plantinga

A religião pode ser estudada de diferentes pontos de vista. Podemos estudar os seus aspectos psicológicos, históricos, sociológicos ou políticos. Mas também podemos estudar os problemas filosóficos que suscita. Esta pequena antologia oferece uma amostra de uma área da filosofia da religião conhecida por “epistemologia da fé”. Nesta, estuda-se aspectos epistemológicos da crença religiosa, ou fé. Difere, por isso, de outras áreas da filosofia da religião, nomeadamente a área metafísica central, que trata da discussão dos argumentos a favor e contra a existência de Deus.

A religião pode ser estudada de diferentes pontos de vista. Podemos estudar os seus aspectos psicológicos, históricos, sociológicos ou políticos. Mas também podemos estudar os problemas filosóficos que suscita. Esta pequena antologia oferece uma amostra de uma área da filosofia da religião conhecida por “epistemologia da fé”. Nesta, estuda-se aspectos epistemológicos da crença religiosa, ou fé. Difere, por isso, de outras áreas da filosofia da religião, nomeadamente a área metafísica central, que trata da discussão dos argumentos a favor e contra a existência de Deus.

Muitos crentes sentem que esta última discussão é algo irrelevante — pois não é em função de argumentos ou provas que têm fé. Apesar de poder haver algo de errado nesta posição (confundir o que faz alguém ter fé com a sua justificação), há também algo que aponta para um aspecto que não é estudado nessa área mais tradicional da filosofia da religião, mas sim na epistemologia da fé. Trata-se de saber se haverá justificação para ter fé sem provas, argumentos ou indícios. Sem muita reflexão, muitos descrentes responderão que não; muitos crentes responderão, talvez também sem muita reflexão, que sim. Que razões haverá para cada uma destas posições? É esse o tema deste livro.

W. K. Clifford (1845-1879) defende a primeira posição, a que se chama indiciarista: é epistémica ou racionalmente ilegítimo acreditar em algo se não tivermos provas ou indícios a favor disso. William James (1842-1910) e Alvin Plantinga (n. 1932) defendem versões diferentes da segunda posição. Na introdução, Desidério Murcho apresenta várias distinções e ideias que dão ao leitor instrumentos que lhe permitem entrar na discussão. No final do volume, apresenta-se também um conjunto de leituras recomendadas.

De máximo interesse para professores e para estudantes de Filosofia, e também de Religião, este livro é de leitura obrigatória para qualquer pessoa interessada em reflectir cuidadosamente sobre a crença religiosa.

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