A Cabeça Entre as Mãos – Herberto Helder

A Cabeça Entre as Mãos – Herberto Helder

Considerado dos mais respeitados e originais poetas da língua portuguesa, organizava a sua vida longe da luz mediática da literatura e das vendas dos livros, assumindo a misantropia e recusando dar entrevistas e mesmo receber prémios – em 1994 venceu o Prémio Pessoa, mas declinou a honra (“Não digam a ninguém, deem o prémio a outro”, disse na altura ao júri do prémio criado em 1987 pelo semanário Expresso e pela CGD) e não quis também receber o valor pecuniário do galardão. Os seus livros, que habitualmente têm apenas uma edição limitada, estão frequentemente esgotados – “Vocação animal” (1971) e “Cobra” (1977), por exemplo, estão há muito fora do circuito de edição, ou então atingem preços exorbitantes, como é já o caso do seu derradeiro livro “A morte sem mestre”.

A sua escrita começou por se situar na orla do surrealismo e, sem perder essa marca, apurou as técnicas de assalto à sensibilização do leitor e de uma estética em que a frase convive muitas vezes com o confronto entre a destruição e a edificação, criando para si um estilo muito particular de poeta de exorcismos e de figura mística que assombra o quotidiano.

 A Cabeça Entre as Mãos - Herberto Helder Herberto Helder

 A Cabeça Entre as Mãos - Herberto Helder Herberto Helder   Considerado dos mais respeitados e originais poetas da língua portuguesa, organizava a sua vida longe da luz mediática da literatura e das vendas dos livros, assumindo a misantropia e recusando dar entrevistas e mesmo receber prémios – em 1994 venceu o Prémio Pessoa, mas declinou a honra (“Não digam a ninguém, deem o prémio a outro”, disse na altura ao júri do prémio criado em 1987 pelo semanário Expresso e pela CGD) e não quis também receber o valor pecuniário do galardão. Os seus livros, que habitualmente têm apenas uma edição limitada, estão frequentemente esgotados – “Vocação animal” (1971) e “Cobra” (1977), por exemplo, estão há muito fora do circuito de edição, ou então atingem preços exorbitantes, como é já o caso do seu derradeiro livro “A morte sem mestre”.

A sua escrita começou por se situar na orla do surrealismo e, sem perder essa marca, apurou as técnicas de assalto à sensibilização do leitor e de uma estética em que a frase convive muitas vezes com o confronto entre a destruição e a edificação, criando para si um estilo muito particular de poeta de exorcismos e de figura mística que assombra o quotidiano.

 

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