A Bolsa e a Vida – Carlos Drummond de Andrade

A Bolsa e a Vida – Carlos Drummond de Andrade

Publicado em 1962, quando Carlos Drummond de Andrade completava 60 anos, A bolsa & a vida retraça, em sua escrita leve, fluente e bem-humorada, diversos aspectos da realidade brasileira e mundial ao longo dos anos 1950: a visita de um presidente italiano, casamentos reais na Inglaterra, a tentativa de remoção da população que ocupava o Morro da Catacumba, no Rio de Janeiro, entre outras notícias que, graças à verve drummondiana, ganham uma nova e luminosa existência nas páginas do livro.
Mas nem só das notícias do jornal se sustentam os textos de A bolsa & a vida. Pequenos acontecimentos domésticos de um habitante de classe média da então capital federal são tão ou mais importantes diante da lente do cronista. A manutenção da casa, o imposto de renda, encontros e reencontros – aquela vida mais miúda, mas nunca desinteressante, serve de mote para inspiradíssimos textos.
Como escreve o cronista Marcelo Coelho no posfácio dessa edição, “Procuras e achados se equilibram e se alternam, no vaivém das crônicas, mas a tudo o poeta prefere o recolhimento, como diz em ‘Ficar em Casa’, de quem permanece “divertido em seu canto umbroso”.

Publicado em 1962, quando Carlos Drummond de Andrade completava 60 anos, A bolsa & a vida retraça, em sua escrita leve, fluente e bem-humorada, diversos aspectos da realidade brasileira e mundial ao longo dos anos 1950: a visita de um presidente italiano, casamentos reais na Inglaterra, a tentativa de remoção da população que ocupava o Morro da Catacumba, no Rio de Janeiro, entre outras notícias que, graças à verve drummondiana, ganham uma nova e luminosa existência nas páginas do livro.
Mas nem só das notícias do jornal se sustentam os textos de A bolsa & a vida. Pequenos acontecimentos domésticos de um habitante de classe média da então capital federal são tão ou mais importantes diante da lente do cronista. A manutenção da casa, o imposto de renda, encontros e reencontros – aquela vida mais miúda, mas nunca desinteressante, serve de mote para inspiradíssimos textos.
Como escreve o cronista Marcelo Coelho no posfácio dessa edição, “Procuras e achados se equilibram e se alternam, no vaivém das crônicas, mas a tudo o poeta prefere o recolhimento, como diz em ‘Ficar em Casa’, de quem permanece “divertido em seu canto umbroso”.

1 comentário em “A Bolsa e a Vida – Carlos Drummond de AndradeAdicione o seu →

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *