A árvore todas – Luci Collin

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Luci Collin é escritora experiente, já circulou por diversas formas de escrita e, neste livro, se vale de muitas delas. Seus “contos” começam como pequenos recados, que em princípio deveriam ser endereçados a pessoas cujos nomes começam com a letra “P”, o que confere ao texto uma certa organização, rompida por um recado endereçado a Cilinha. Essa quebra de expectativa, que lhe dá um tom humorado, o leitor encontrará em todo o livro. Luci diz fugir das listas, ainda que uma delas apareça em forma de inventário nas páginas seguinte. Não se pode levar a sério as propostas da autora: num conto sobre literatura feminina, ela resolve discorrer sobre qual o melhor sabão para limpar manchas. Neste livro, Luci brinca com a linguagem, deforma clichês, faz juras de amor absurdas, define terminologias musicais com pequenas prosas poéticas. Num de seus contos, faz uso de um discurso digressivo à moda de Malefícios do tabaco, de Tchékhov; um outro é feito só de começos, à moda de Macedonio Fernández, mais uma brincadeira da autora que alerta: “guarde que o que faço é cópia”, ou, diria, pastiche do mais alto nível. [Dirce Waltrick do Amarante].

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