5 livros franceses que você precisa conhecer

5 livros franceses que você precisa conhecer

A França é o país com o maior número de Prêmios Nobel de literatura, com 14. Desde Sully Prudhomme recebeu pela primeira vez em 1901, até 2008, quando J.M.G. Le Clézio foi laureado, a Academia Sueca reconheceu a grande influência dos romancistas, dramaturgos e poetas da literatura francesa contemporânea.
Embora altamente extensiva dizer todos eles, especialmente se incluirmos aquelas que não têm sido “nobelizados” apresentamos uma lista curta – a título de introdução – de livros essenciais para conhecer este rico universo literário.

A França é o país com o maior número de Prêmios Nobel de literatura, com 14. Desde Sully Prudhomme recebeu pela primeira vez em 1901, até 2008, quando J.M.G. Le Clézio foi laureado, a Academia Sueca reconheceu a grande influência dos romancistas, dramaturgos e poetas da literatura francesa contemporânea.

Embora altamente extensiva dizer todos eles, especialmente se incluirmos aquelas que não têm sido nobelizados” apresentamos uma lista curtaa título de introdução – de livros essenciais para conhecer este rico universo literário.


 

1- Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust

‘Em Busca Do Tempo Perdido”, a obra máxima de Marcel Proust, não se enquadra em qualquer escola ou corrente literária, muito embora sua escrita mantenha traços de Impressionismo e haja na obra pontos de contato com o Simbolismo. São sete livros originais que compõe a obra completa.

São dezenas de personagens que se cruzam em histórias de amor, ciúmes e inveja, na França da Belle Époque. A narrativa vai passando do detalhe ao painel e do painel ao detalhe sem projeções definidas, num constante reajuste de tudo aquilo que nunca será perfeitamente ajustado. A obra é um retrato da sociedade de uma época, um mergulho no universo da burguesia francesa que permite que o leitor sinta as divergências entre nobres e burgueses.

2- O Estrangeiro de Albert Camus

O estrangeiro é a história de um argelino que trabalha num escritório em Paris e, em decorrência de circunstâncias absurdas, mata um árabe. No último momento de sua condenação desperta de uma espécie de torpor.

3- O Africano de J. M. G. Le Clézio

Neste livro, o escritor francês Le Clézio (1940), ganhador do Prêmio Nobel de 2008, nos leva para uma longa viagem à África, de 1928 até muito além do final da Segunda Grande Guerra. A história é narrada por um homem que, pelas lembranças, refaz o caminho de seu pai durante as mais de duas décadas em que este trabalhou como médico militar nas colônias inglesas do continente africano. O livro também é uma tentativa do narrador de compreender sua infância dividida entre a Europa e a África e o difícil primeiro encontro com o pai aos oito anos de idade. A narrativa que, como outras do autor, mescla traços autobiográficos e ficcionais, une as emoções desse pai e desse filho num curto e profundo relato sobre a herança que invariavelmente nos é transmitida, como afirma o próprio autor na primeira frase do livro: “todo ser humano é resultado de pai e mãe”. A edição é ilustrada com fotos do acervo pessoal de Le Clézio. Em 1963, aos 23 anos, o escritor ganhou o prêmio literário Renaudot pelo seu livro Le procès-verbal.

4- Dora Bruder de Patrick Modiano

Dora Bruder foi inspirado por um anúncio publicado na edição de 31 de dezembro de 1941 do jornal Paris Soir, em que os pais da jovem Dora Bruder solicitavam notícias da filha desaparecida a quem pudesse ajudá-los. Comovido pelo drama daqueles pais condenados a passar a virada de ano em angustiosa expectativa pelo paradeiro da filha de apenas 15 anos de idade, Modiano iniciou em fins da década de 1980 uma pesquisa pessoal que resultou, oito anos mais tarde, em um livro único e inesquecível. O autor acabou descobrindo que tanto Dora Bruder quanto seu pai haviam sido presos, com alguns meses de intervalo, e internados no Campo de Drancy, antes de serem conjuntamente deportados para o Campo de Concentração de Auschwitz em 18 de setembro de 1942. A investigação do destino de Dora Bruder se expande e se confunde com uma reflexão acerca do passado de todos aqueles que viveram o dilacerante período da Ocupação nazista da França.

5- Submissão de Michel Houellebecq

Uma sátira incisiva na tradição de Orwell e Huxley. “Se há qualquer um hoje em dia, não só na literatura francesa como na mundial, que reflita sobre a enorme mutação em curso que todos nós sentimos e não sabemos como analisar, esse escritor é Houellebecq.” — Emmanuel Carrère, Le Monde. França, 2022. Depois de um segundo turno acirrado, as eleições presidenciais são vencidas por Mohammed Ben Abbes, o candidato da chamada Fraternidade Muçulmana. Carismático e conciliador, Ben Abbes agrupa uma frente democrática ampla. Mas as mudanças sociais, no início imperceptíveis, aos poucos se tornam dramáticas. François é um acadêmico solitário e desencantado, que espera da vida apenas um pouco de uniformidade. Tomado de surpresa pelo regime islâmico, ele se vê obrigado a lidar com essa nova realidade, cujas consequências — ao contrário do que ele poderia esperar — não serão necessariamente desastrosas. Comparado a 1984, de George Orwell, e a Admirável mundo novo, de Aldous Huxley, Submissão é uma sátira precisa, devastadora, sobre os valores da nossa própria sociedade. É um dos livros mais impactantes da literatura atual.

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