Naked woman reading and eating a peach

15 livros da literatura erótica para ler a dois

Dia 12 de junho está chegando e a temperatura gelada do inverno pede uma comemoração mais intimista, com mais calor humano e menos filas de espera em restaurantes ou motéis.

Como sugestão para sair da mesmice, esquentar o clima e surpreender, o Guia da Semana selecionou 15 obras da literatura erótica para ler a dois. Para quem não conhece ou nunca teve contato com esse tipo de livro, vale a experiência. Confira:

Dia 12 de junho está chegando e a temperatura gelada do inverno pede uma comemoração mais intimista, com mais calor humano e menos filas de espera em restaurantes ou motéis.

Como sugestão para sair da mesmice, esquentar o clima e surpreender, o Guia da Semana selecionou 15 obras da literatura erótica para ler a dois. Para quem não conhece ou nunca teve contato com esse tipo de livro, vale a experiência. Confira:


 

O CHEIRINHO DO AMOR – CRÔNICAS SAFADAS

Estas ‘crônicas safadas’ reúnem tudo o que está de alguma forma relacionado a sexo. Se não está, Reinaldo Moraes dá um jeito de fazer a ligação – Serge Gainsbourg, feministas fazendo topless, carros de corrida, viagens espaciais, Marquês de Sade, tartarugas, retiro para artistas, futebol, psicanálise. A lista é quase infinita. O humor de Reinaldo, e a capacidade de ligar assuntos aparentemente díspares, também. O resultado é um livro único, escrachado e cômico, de um dos autores mais originais da literatura brasileira.

 

 

LOLITA

A obra narra o amor obsessivo de Humbert Humbert, um cínico intelectual de meia-idade, por Dolores Haze, Lolita, 12 anos, uma ninfeta que inflama suas loucuras e seus desejos mais agudos. Como autêntica aventura intelectual que é, não costuma deixar nenhum autor indiferente.

 

 

KAMA SUTRA

Existem diversas obras dedicadas ao amor, escritas nos mais diferentes idiomas. O “Kama Sutra” é considerada a obra clássica sobre o amor na literatura sanscrítica. Datado do século III, só ficou conhecido no Ocidente no século XIX, pela versão do aventureiro e poliglota inglês Richard Burton. Desde então, ganhou as mais diferentes versões e adaptações pelo mundo. O “Kama Sutra” busca descobrir quais as melhores maneiras de se conseguir a felicidade e o prazer. Ao analisar as técnicas sexuais, esboça também comentários sobre o contexto social em que homens e mulheres da antiga Índia viviam. O amor é considerado pelo autor uma experiência de êxtase e supõe que a felicidade sexual se encontra no conhecimento objetivo. Por esse motivo, dedica uma série de capítulos à prática do sexo, oferecendo um rico manancial de informações sobre os hábitos e costumes da civilização indiana.

 

RELAÇÕES PERIGOSAS

Durante alguns meses, um grupo peculiar da nobreza francesa troca cartas secretamente. No centro da intriga está o libertino visconde de Valmont, que tenta conquistar a presidenta de Tourvel, e a dissimulada marquesa de Merteuil, suposta confidente da jovem Cécile, a quem ela tenta convencer a se entregar a outro homem antes de se casar.

 

 

ANTOLOGIA DA POESIA ERÓTICA BRASILEIRA

Esta “Antologia da Poesia Erótica Brasileira” vem apresentar ao leitor as principais figuras de pensamento e formas de criação que compõem nossa lírica erótica desde o século XVII até os dias de hoje. Figuram nela poetas de épocas, estéticas e contextos bastante diversos – de Gregório de Matos a Hilda Hilst, de Gonçalves Dias a Carlos Drummond de Andrade, de Álvares de Azevedo a Ana Cristina César, de Olavo Bilac a Ferreira Gullar, entre muitos outros – cujos versos se alternam entre a sensualidade meramente alusiva e a obscenidade mais provocante. Lado a lado, eles se reúnem aqui para dar voz a um excesso que é, antes de tudo, o da imaginação.

 

 

PORNÔ CHIC

A Trilogia Obscena é formada por “O caderno rosa de Lori Lamby”, “Contos d’escárnio – textos grotescos”, “Cartas de um sedutor” e ao livro de poemas “Bufólicas”. Pornô chic reúne os quatro títulos, ilustrados, e traz o inédito Fragmento pornográfico rural e fortuna crítica que aborda a polêmica fase erótica de Hilst. Considerados pela autora uma ‘experiência radical e divertida’, estes livros misturam humor, críticas à sociedade, todo tipo de práticas sexuais e referências a autores célebres pelo erotismo como Henry Miller e Georges Bataille. A leitura de Pornô Chic revela o quanto Hilst pode ser irônica, debochada e divertida sem perder o refinamento.

 

 

AFRODITE – QUADRINHOS ERÓTICOS

Em 1978, em plena Ditadura Militar, um grupo de desenhistas e poetas reuniu-se em Curitiba para produzir histórias em quadrinhos eróticas. Entre eles, estavam quadrinistas veteranos como Flávio Colin, Júlio Shimamoto, Claudio Seto e, nos roteiros, o casal de poetas Paulo Leminski e Alice Ruiz, que enfrentaram a censura com histórias cheias de um erotismo libertário, feminista e escandaloso. Essas histórias em quadrinhos foram um grande sucesso nas bancas de todo o país, até que a censura apertou o cerco contra sua editora, a Grafipar. Então foram esquecidas. Agora, mais de trinta anos depois, eles são reunidas em um só livro para nos surpreender com sua ousadia.

 

 

CÂMERA INDISCRETA

Este livro reúne algumas das histórias mais famosas de Milo Manara, a maioria inédita no Brasil, com personagens super famosos, como Casanova, John Lennon, Marcello Mastroianni, Pavarotti e Charlie Chaplin. As personagens femininas, as mais lindas e sensuais das histórias em quadrinhos, marca registrada do desenhista, também marcam presença nesta coletânea.

 

 

DELTA DE VÊNUS – HISTÓRIAS ERÓTICAS

Prostitutas que satisfazem os mais estranhos desejos de seus clientes. Mulheres que se aventuram com desconhecidos para descobrir sua própria sexualidade. Triângulos amorosos e orgias. Modelos e artistas que se envolvem num misto de culto ao sexo e à beleza. Aristocratas excêntricos e homens que enlouquecem as mulheres. Estes são alguns dos personagens que habitam os contos – eróticos – de ‘Delta de Vênus’, de Anaïs Nin. Escritas no início da década de 40 sob a encomenda de um cliente misterioso, estas histórias se passam num mundo europeu-aristocrático decadente, no qual as crenças de alguns personagens são corrompidas por novas experiências sexuais e emocionais. Discípula das descobertas freudianas, Anaïs Nin aplicou nestes textos a delicadeza de estilo que lhe era característica e a pungência sexual que experimentou na sua própria vida. Mais do que contos eróticos, o livro oferece ao leitor histórias de libertação e superação.

 

O SOFÁ

Condenado por decreto divino a reencarnar sucessivas vezes como um sofá, o narrador deste livro tem de sustentar e dar apoio, literalmente, a diversos tipos de aventuras amorosas e sexuais, presenciando cenas que vão do alegre ao trágico. De quebra, compartilha com os leitores as mais variadas histórias de sacanagem, além de desmascarar a falsa virtude, a hipocrisia, o instinto, a vaidade, a fantasia e outros tantos vícios humanos. Ele só vai encontrar a libertação quando acomodar o casal perfeito, isto é, duas pessoas verdadeiramente apaixonadas. Com este ponto de partida e uma ambientação digna de ‘As mil e uma noites’, Crébillon Fils dá estocadas de aparente imoralismo e impertinência, conduzindo a trama a um desfecho surpreendente. Mas antes de chegar até ele, o leitor vai entender uma das mais famosas máximas do autor – a de que o libertino é, antes de tudo, um impotente – e será levado a uma nova idéia de libertinagem.

 

ELOGIO DA MADRASTA

Lucrécia e Dom Rigoberto vivem em contínua felicidade. Ela, uma mulher que acaba de completar 40 anos, nada perdeu de sua elegância e sensualidade; ele, no segundo casamento, descobriu finalmente os prazeres da vida conjugal. Juntos, creem que nada pode afetar esse idílio, cheio de fantasias e sexo. Alfonso, ou Fonchito, filho de dom Rigoberto, parecia ser o único empecilho; amava demais sua mãe, Eloísa, para aceitar a chegada de uma madrasta. Mas até ele foi conquistado pelos encantos de dona Lucrécia. O amor do menino por sua madrasta, entretanto, vai muito além do que se esperaria de uma criança, criando uma linha tênue entre a paixão e a inocência que mudará o destino de cada um deles.

 

HISTÓRIA DO OLHO

Publicado em 1928, este texto de Georges Bataille inscreve-se definitivamente na história literária do século XX. A novela acompanha as descobertas, feitos e extravagâncias sexuais do narrador e de sua amiga Simone, dois jovens que vivem magicamente à margem da censura adulta, percorrendo um cenário de sonhos. O livro faz da história libertina um veículo de revelações sobre o corpo, a vida e a morte. Edição enriquecida por ensaios assinados por três personalidades revolucionárias da literatura no século passado – Leiris, Barthes e Cortázar.

 

 

100 ESCOVADAS ANTES DE IR PARA A CAMA

No inverno europeu de 2002, longe dos olhos da mãe e do pai, a jovem italiana Melissa Panarello começou a escrever um diário em que relatava, sem pudores e meias palavras, as precoces e variadas experiências sexuais vividas por uma colegial entre os 15 e os 16 anos. A história de Melissa começa quando ela perde a virgindade aos 15 anos de idade. A descoberta de um mundo novo e diferente, o desejo de amar e se sentir amada e a ilusão de encontrar este sentimento através do sexo. É esse o ponto de partida para um relato que mistura de forma provocadora ficção e realidade, num vasto e surpreendente rito de iniciação sexual.

 

 

 

PORNOPOPÉIA

Zeca é um ex-cineasta marginal que ganha a vida fazendo comerciais de marcas obscuras. Quando assume o compromisso de filmar um anúncio para uma fábrica de embutidos, é sugado por uma espiral de sexo e drogas. Depois de se ver envolvido com a morte de um traficante, o protagonista foge para uma cidadezinha praiana, onde dá continuidade à sua saga de atmosfera beatnik.

 

 

A CASA DOS BUDAS DITOSOS

Depois da Gula (Luis Fernando Verissimo), da Ira (por José Roberto Torero) e da Inveja (por Zuenir Ventura), chega agora a vez de João Ubaldo escrever sobre a luxúria na coleção ‘Plenos Pecados’. O livro traz a história de CLB, uma mulher de 68 anos, nascida na Bahia e residente no Rio de Janeiro, que jamais se furtou a viver – com todo o prazer e sem respingos de culpa – as infinitas possibilidades do sexo. Seriam as memórias desta senhora devassa e libertina um relato verídico? Ou tudo não passa de uma brincadeira do autor?

Fonte: Nathália Tourais redator(a) publicado no Guia da Semana

 

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