11 livros que mudam seu ponto de vista sobre doenças mentais

11 livros que mudam seu ponto de vista sobre doenças mentais

Pat Peoples está sozinho e quer voltar para sua esposa. Pat Peoples pratica exercícios físicos todo dia. Pat Peoples ama sua família e quer ser bom para ela.

Você se identificou com ele?

Pat Peoples acaba de sair de um hospital psiquiátrico, está obcecado por exercícios físicos e não se lembra de como ou por que foi parar no hospital. Tudo o que o jovem professor tem em mente são flashes dos eventos que antecederam sua internação e foco em sua recuperação, a fim de reatar o casamento.

Ele é o protagonista do livro O Lado Bom da Vida, de Matthew Quick (Intrínseca, 2013). A tocante e cômica história de Pat poderia ser a sua, mas é semelhante a de muita gente que tem doenças e transtornos mentais.

Tratamentos, melhorias e pioras, dificuldades diárias e superação do passado são alguns dos temas do romance. É o dia a dia de pessoas que têm objetivos, questões, relacionamentos e obstáculos como qualquer um.

Outros livros, de ficção e não ficção – alguns são verdadeiros clássicos –, desempenham um bom papel para combater o preconceito com doenças e transtornos mentais, além de serem leituras informativas, envolventes ou até mesmo divertidas.

Publicado na Exame [via Brasil Post]

Pat Peoples está sozinho e quer voltar para sua esposa. Pat Peoples pratica exercícios físicos todo dia. Pat Peoples ama sua família e quer ser bom para ela.

Você se identificou com ele?

Pat Peoples acaba de sair de um hospital psiquiátrico, está obcecado por exercícios físicos e não se lembra de como ou por que foi parar no hospital. Tudo o que o jovem professor tem em mente são flashes dos eventos que antecederam sua internação e foco em sua recuperação, a fim de reatar o casamento.

Ele é o protagonista do livro O Lado Bom da Vida, de Matthew Quick (Intrínseca, 2013). A tocante e cômica história de Pat poderia ser a sua, mas é semelhante a de muita gente que tem doenças e transtornos mentais.

Tratamentos, melhorias e pioras, dificuldades diárias e superação do passado são alguns dos temas do romance. É o dia a dia de pessoas que têm objetivos, questões, relacionamentos e obstáculos como qualquer um.

Outros livros, de ficção e não ficção – alguns são verdadeiros clássicos –, desempenham um bom papel para combater o preconceito com doenças e transtornos mentais, além de serem leituras informativas, envolventes ou até mesmo divertidas.

Você pode conhecer alguns destes títulos abaixo:


 

‘O Demônio do Meio-dia: uma Anatomia da Depressão’, de Andrew Solomon

Considerado um dos mais importantes livros sobre depressão, O Demônio do Meio-dia, do jornalista Andrew Solomon, traz relatos da experiência do próprio autor com a doença e uma profunda pesquisa sobre o tema. Mitos, tratamentos e depoimentos de diversas pessoas que têm depressão são abrangidas por esta grande e cultuada obra, ganhadora do National Book Award e finalista do Pulitzer. Você pode ter uma amostra do trabalho de Solomon e sua experiência com a doença pela elucidativa (e famosa) palestra dele no Ted.

‘O Lado Bom da Vida’, de Matthew Quick

O divertido romance de Matthew Quick, que deu origem ao filme homônimo de 2012, conta a história de Pat, um jovem professor que acaba de deixar um hospital psiquiátrico. Ele não se lembra o motivo pelo qual foi parar lá, só sabe que precisa reatar o casamento com sua esposa e reorganizar a vida e a mente. Determinado, seu caminho cruza com o de Tiffany, deprimida e instável após a morte do marido. Ambos decidem se ajudar e ela convence o teimoso Pat a participar de um concurso de dança de salão para ter disciplina. O Lado Bom da Vida consegue transmitir com bom humor e momentos tocantes o dia a dia repleto de dificuldades de quem quer seguir em frente em meio a depressão, ansiedade, obsessões e bruscas oscilações de humor.

‘Sua Voz Dentro de Mim’, de Emma Forrest

Neste livro de memórias, a jornalista inglesa Emma Forrest relata com crueza sua experiência com depressão, transtornos alimentares, comportamentos autodestrutivos e até uma tentativa de suicídio. O término de um intenso namoro e a inesperada morte de seu psiquiatra pressionam Emma a ter forças para enfrentar sozinha seus problemas. Sua Voz Dentro de Mim propõe ao leitor uma reflexão sobre o relacionamento que ele tem consigo próprio.

‘Meus Tempos de Ansiedade’, de Scott Stossel

Neste livro, parte memória e parte reportagem, o jornalista norte-americano Scott Stossel se abre com coragem para contar seus episódios mais agudos de ansiedade e oferecer uma pesquisa profunda e consistente sobre o tema. “Enfrentar e compreender a ansiedade é enfrentar e compreender a condição humana”, disse o autor.

‘A Redoma de Vidro’, de Sylvia Plath

Este clássico da literatura norte-americana, lançado originalmente em 1963, é considerado um dos principais livros sobre depressão já escritos. Sob o pseudônimo “Victoria Lucas”, Sylvia Plath, mais conhecida pela poesia, escreveu seu primeiro e único romance. Autobiográfico, ele narra a trajetória de Esther Greenwood, jovem escritora que entra em depressão ao não conseguir se adaptar à nova vida como jornalista em Nova York. Plath cometeu suicídio aos 30 anos, um mês após a publicação do livro no Reino Unido. A Redoma de Vidro se tornou um ícone pop e de estudos feministas e literários.

‘Afluentes do Rio Silencioso’, de John Wray

Aos 16 anos, William Heller decide fugir do hospital psiquiátrico em que está internado e se aventurar pelos labirintos subterrâneos do metrô de Nova York. A mãe do adolescente esquizofrênico, superprotetora, contrata um policial para encontrar William. Estar no subsolo da metrópole serve como metáfora (elogiada pela crítica) para o retrato da mente não medicada do protagonista. Afluentes é narrado do ponto de vista de William. John Wray é considerado um dos jovens talentos promissores da literatura norte-americana contemporânea.

‘O Homem que Confundiu Sua Mulher com um Chapéu’, de Oliver Sacks

Em um de seus livros mais famosos, o neurologista britânico Oliver Sacks narra com texto acessível para leigos casos de pacientes que têm deficiências cerebrais, como P., professor de música que confunde sua própria esposa com um chapéu.

‘Mrs. Dalloway’, de Virginia Woolf

Inglaterra, década de 1920. A dona de casa da alta sociedade londrina Clarissa Dalloway está ansiosa. Escolhas que ela fez décadas atrás estão sob avaliação e amigos de uma vida inteira aparecerão naquela noite para uma festa que ela prepara. Paralelamente, Septimus, um veterano da I Guerra Mundial, sofre de stress pós-traumático e tem alucinações. Com sensibilidade, a escritora inglesa Virginia Woolf narra um dia na vida da Sra. Dalloway e dos coadjuvantes. Todos em crises repletas de nuances psicológicas, eles vivem momentos decisivos em suas vidas. O personagem Septimus carrega uma crítica aos métodos médicos para tratamentos de doenças mentais daquela época. Mrs. Dalloway é considerada uma das principais obras da escritora. Woolf cometeu suicídio afogando-se num rio aos 59 anos. Questionadora de padrões sociais, ela entrou para a história como ícone literário, feminista e LGBT, além de ela própria ter sofrido intensamente com bipolaridade e episódios de profunda depressão.

‘O Apanhador no Campo de Centeio’, de J.D. Salinger

A angústia, rebeldia e melancolia do adolescente Holden Caulfield estão evidentes em seu ponto de vista, adotado pelo autor J.D. Salinger para o protagonista narrar alguns dias de sua vida. Indignado com a hipocrisia em comportamentos humanos e com os efeitos destrutivos da II Guerra Mundial, o sensível Holden dá diversos sinais de que está deprimido e se sente deslocado. Suicídio, saudades e frustrações passam pelos devaneios do protagonista, que dá indícios de se internar em uma clínica psiquiátrica no fim do livro. Clássico imortal da literatura norte-americana, O Apanhador no Campo de Centeio, lançado em 1951, retrata como a sociedade caótica e problemática afeta mentes sensíveis, seja causando depressão e ansiedade, ou apenas contribuindo para a construção de uma visão de mundo.

‘As Horas’, de Michael Cunningham

Em 1923, a aclamada escritora inglesa Virginia Woolf escreve Mrs. Dalloway, um de seus principais romances. Em 1949, a dona de casa Sra. Brown, deprimida e infeliz, lê o livro de Woolf e se sente motivada a fazer mudanças em sua vida. Em 2001, Clarissa planeja uma festa para um ex-namorado, que está morrendo de complicações causadas pelo vírus da aids. Ela vive, basicamente, o imortal romance escrito por Woolf na década de 1920. Desafiando tempos narrativos, misturando ficção e não ficção, o autor Michael Cunningham escreveu um livro que expõe com humanidade a relação de seus personagens com transtornos como depressão e ansiedade, além da presença do suicídio em suas vidas – tudo condensado em apenas um (porém, decisivo) dia na vida das três protagonistas. As Horas ganhou o Pulitzer e uma igualmente cultuada adaptação para cinema em 2002.

‘O Homem que Não Conseguia Parar’, de David Adam

O jornalista David Adam, editor da revista Nature, aborda o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) pelo questionamento: preconceitos são desconstruídos, e o entendimento da doença é o que ele busca. O autor já teve o transtorno e demorou para ir em busca de tratamento. O Homem que Não Conseguia Parar traz histórias emocionantes e engraçadas de pessoas que têm TOC, além de ter um texto acessível para leigos.

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