10 atitudes típicas de um viciado em livros

10 atitudes típicas de um viciado em livros

Quanto mais se fala no fim do livro físico, mais aumenta o número de aficionados por livros. A dependência literária chega a ponto de causar síndrome de abstinência e leva o compulsivo a tomar atitudes estranhas, só para criar oportunidades de ficar mais tempo junto a seu objeto de desejos. Em tom de brincadeira, mas baseado em situações reais, foram alinhadas dez atitudes típicas de pessoas realmente viciadas em livros. Se você se enquadrar em seis itens ou mais, já é um caso grave da síndrome e precisa se internar numa clínica detox para bibliomaníacos.

Edival Lourenço, na Revista Bula

Quanto mais se fala no fim do livro físico, mais aumenta o número de aficionados por livros. A dependência literária chega a ponto de causar síndrome de abstinência e leva o compulsivo a tomar atitudes estranhas, só para criar oportunidades de ficar mais tempo junto a seu objeto de desejos. Em tom de brincadeira, mas baseado em situações reais, foram alinhadas dez atitudes típicas de pessoas realmente viciadas em livros. Se você se enquadrar em seis itens ou mais, já é um caso grave da síndrome e precisa se internar numa clínica detox para bibliomaníacos.


 

Semanalmente, pede livros pela internet

E fica acompanhando pelo código de rastreabilidade, para ver por onde o livro anda. Quando vê que o livro chegou à sede da transportadora, liga para saber a hora que vai ser entregue, para não correr o risco de o entregador perder a viagem e atrasar o encontro com o objeto de desejo.

Almoça perto do local de trabalho, bem rapidinho

Aproveita o tempo para entrar na livraria ou no sebo e ficar lambendo as novidades ou as relíquias. E, sempre compra alguns. Pergunta ao vendedor se tem o livro tal ou qual. Se não tem, faz encomenda e no dia seguinte começa a cobrar. Mesmo que o vendedor tenha dito que vão chegar só daí a 15 dias.

Compra livros para presentear e toma depois

Em aniversário de parentes e amigos, presenteia com livros. É claro que compra algum livro de que ele mesmo gostaria de ter. Entrega o presente, participa da cerimônia e tal. Distraidamente pega o livro para dar uma olhadinha e ali mesmo lê as orelhas e as chamadas de capa. Aliás, relê, pois já havia lido antes. Diz para o parente ou amigo que o livro realmente é ótimo e que quer ele emprestado depois. O ganhador vê nisso um alívio da obrigação de ler imediatamente e lhe diz que pode ler primeiro, que está com a leitura acumulada e tal. O ledor compulsivo aproveita para levar o livro e não devolve mais. A não ser que seja duramente cobrado.

Compra mais livros do que seria capaz de ler

Embora a intenção seja ler todos os livros que compra, o compulsivo acaba adquirindo livros numa quantidade tamanha que, nem Matusalém, se não fosse analfabeto e gostasse de livros, teria condição de ler. Compra inclusive livros em línguas estranhas, ou línguas que não domina, com o propósito de aprendê-las e curtir a musicalidade do autor no original. Com o tempo, o compulsivo desenvolve a superstição de que lê por osmose e passa a impressão de que já leu todos os livros da biblioteca de Alexandria e do Congresso Americano.

Encaminha a mãe para morar com a irmã no interior

Sob o argumento de que no interior a vida é mais sossegada e o ar é mais puro. Mas na verdade é porque o apartamento já está completamente tomado de livros, e não tem mais onde guardá-los. Aliás, o único lugar que ainda resta é o quarto da mãe. Exatamente o espaço ocupado por ela. Aí o compulsivo negocia com a irmã para levar a mãe para passar uns tempos com ela. Aproveita a oportunidade, desfaz dos objetos da mãe, chama o marceneiro e instala estantes no quarto e organiza a metade dos livros que estavam amontoados.

Não discute futebol em roda de amigos

A não ser, é claro que o assunto futebol faça parte da trama de algum livro. Ir a estádio de futebol, nem pensar. O tempo desperdiçado com deslocamentos, compras de ingressos, permanência no estádio e outras ações correlatas daria para se ler um livro de médio porte. Não é dado a acreditar em assuntos que não estejam devidamente consubstanciados em livros.

Interrompe namoro por causa de um livro novo

Pode estar no bem bom do namoro. Mas se a empregada grita lá da sala: doutor, entregaram um livro novo. Ele interrompe tudo o que estiver fazendo. Inclusive se o que ele faz já estiver no momento de pré-prazer. Interrompe numa boa, sem nenhum preconceito pelas práticas de Onan. Desde que seja por uma causa justa: pegar um livro novo, sentir seu cheiro e lamber suas páginas.

Deixa acumular mensagens no smartphone

Para não perder o ritmo da leitura nem o fio da meada. E já desenvolveu uma teoria de que negócio bom não aparece, e que mensagens de celular só trazem notícias ruins ou quando muito, coisas que não valem á pena ler, a não ser quando não há coisas mais importantes. Ainda mantém essa ferramenta só mesmo para não ser tachado de dinossauro pelas pessoas de seu relacionamento, que é todo mundo conectado.

Cancela o acampamento de fim de semana com a namorada nova

Aí o cancelamento é feito via mensagem de celular, para não esticar a conversa. Se o livro tem um começo que o pegou de jeito, a fissura por ler fica irresistível. O livro tem mais de 800 páginas e o fim de semana é exatamente o tempo ideal para fruir a leitura, numa boa.

Quebra de mentira o dente frontal

Na hora que deveria chegar ao trabalho, simplesmente liga para o chefe, avisando que hoje infelizmente não poderá comparecer ao expediente. Diz que teve um acidente mastigatório e seu dente frontal caiu. Que ficou uma coisa horrível. Mas que conseguiu que o dentista cancelasse alguns clientes só para atendê-lo agora de manhã. O chefe aceita a justificativa a contragosto, mas aceita. E o leitor compulsivo aproveita para romper mais algumas dezenas de páginas de “Finnegans Wake”, que está lendo pela quarta vez.

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